Quanto dinheiro uma pessoa precisa juntar para pedir demissão e ficar um ano sem trabalhar, segundo recrutadores
Especialistas em finanças e recrutadores explicam quanto dinheiro é prudente guardar antes de pedir demissão e tirar um ano sabático ou ficar sem emprego

Pedir demissão sem ter outro emprego garantido é um desejo cada vez mais comum entre trabalhadores. A decisão costuma estar ligada à busca por descanso, mudança de carreira ou dedicação a projetos pessoais.
No entanto, antes de tomar esse passo, surge uma dúvida central: quanto dinheiro é necessário juntar para ficar um ano sem trabalhar?
Segundo recrutadores e especialistas em finanças, essa escolha exige planejamento cuidadoso.
Afinal, além das despesas básicas, é preciso considerar custos extras, imprevistos e o tempo necessário para se recolocar no mercado de trabalho. Portanto, sair sem uma reserva adequada pode trazer riscos financeiros relevantes.
Regra geral: de 6 a 12 meses de despesas
De acordo com consultores financeiros, a orientação mais comum é acumular entre 6 e 12 meses do valor total das despesas mensais antes de pedir demissão e planejar um ano sem renda fixa.
Esse cálculo deve incluir gastos com moradia, alimentação, transporte, contas fixas e lazer.
Além disso, especialistas alertam para o custo do plano de saúde, que tende a aumentar após a saída do emprego.
Em países como os Estados Unidos, por exemplo, estimativas apontam reservas entre 30 mil e 60 mil dólares, dependendo do padrão de vida e do custo local. Assim, o valor final varia conforme a realidade de cada pessoa.
Por isso, o ideal é somar todas as despesas mensais e multiplicar por doze. Dessa forma, o trabalhador consegue visualizar quanto precisa poupar para manter estabilidade durante o período sem trabalho.
Fundo de emergência também é essencial
Além da reserva principal, especialistas recomendam manter um fundo de emergência separado, equivalente a três a seis meses de despesas básicas.
Esse valor deve ser usado apenas em situações inesperadas, como problemas de saúde ou gastos urgentes.
Enquanto isso, a reserva destinada ao ano sabático deve ser utilizada apenas para os custos planejados. Assim, o fundo de emergência funciona como uma proteção extra, evitando endividamento em momentos críticos.
No entanto, nem todos os especialistas defendem um número fixo de meses como regra. Por outro lado, muitos afirmam que o mais importante é analisar o perfil financeiro, os objetivos pessoais e a estrutura familiar antes de definir o valor ideal a ser poupado.
O que recrutadores recomendam antes de pedir demissão
Antes de deixar o emprego, recrutadores e consultores costumam indicar alguns cuidados importantes. Entre eles estão a elaboração de um orçamento detalhado, a redução de gastos antes do desligamento e a criação de fontes alternativas de renda, como trabalhos temporários ou freelances.
Além disso, especialistas recomendam planejar o retorno ao mercado, mantendo contatos profissionais ativos e investindo na atualização de habilidades. Dessa maneira, a recolocação tende a ocorrer com mais rapidez ao final do período sem trabalho.
Por fim, recrutadores reforçam que pedir demissão e passar um ano sem trabalhar é possível, desde que exista preparo financeiro.
Em resumo, quem pretende dar esse passo deve reunir uma reserva equivalente a seis a doze meses de despesas, além de um fundo extra para emergências. Assim, a pausa na carreira pode ser feita com mais segurança e tranquilidade.
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