Alzheimer: veja o que ajuda a desacelerar quem tem predisposição genética à doença

Estudos indicam que hábitos simples do dia a dia podem retardar o avanço da doença mesmo em quem carrega genes de risco

Magno Oliver Magno Oliver -
Alzheimer: veja o que ajuda a desacelerar quem tem predisposição genética à doença
Neurônio. (Foto: Reprodução/Super Interessante)

Receber a informação de que existe predisposição genética ao Alzheimer costuma gerar medo e sensação de impotência. No entanto, especialistas reforçam que genética não é destino.

Cada vez mais pesquisas mostram que escolhas cotidianas têm impacto direto na velocidade de progressão da doença, podendo atrasar o surgimento dos sintomas por anos.

O Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, marcada pela perda de memória, alterações cognitivas e mudanças de comportamento.

Embora fatores genéticos aumentem o risco, o estilo de vida exerce papel decisivo na proteção do cérebro.

Veja o que comprovadamente ajuda a desacelerar o Alzheimer, mesmo em pessoas geneticamente predispostas.

Atividade física regular protege o cérebro

Exercícios físicos estimulam a circulação sanguínea cerebral, reduzem inflamações e favorecem a produção de substâncias ligadas à memória e à aprendizagem.

Caminhadas, musculação, natação e atividades aeróbicas leves já apresentam benefícios quando praticadas com regularidade.

Alimentação equilibrada reduz inflamação cerebral

Dietas ricas em vegetais, frutas, peixes, azeite de oliva, grãos integrais e oleaginosas — como a dieta mediterrânea — estão associadas a menor risco de declínio cognitivo. Esses alimentos fornecem antioxidantes e gorduras boas que protegem os neurônios.

Estímulo mental constante cria “reserva cognitiva”

Ler, aprender algo novo, estudar, jogar jogos de raciocínio, tocar instrumentos e até mudar rotinas estimulam o cérebro. Esse estímulo contínuo ajuda a criar uma reserva cognitiva, capaz de compensar parte das perdas causadas pela doença.

Sono de qualidade ajuda a “limpar” o cérebro

Durante o sono profundo, o cérebro elimina substâncias tóxicas associadas ao Alzheimer, como a proteína beta-amiloide.

Dormir mal ou pouco de forma crônica pode acelerar o acúmulo dessas proteínas.

Controle do estresse e da saúde emocional

Estresse prolongado, ansiedade e depressão aumentam a liberação de hormônios prejudiciais ao cérebro.

Práticas como meditação, terapia, atividades relaxantes e convívio social saudável contribuem para a proteção cognitiva.

Acompanhamento médico faz diferença

Pessoas com histórico familiar de Alzheimer devem manter acompanhamento regular. O controle de pressão arterial, diabetes, colesterol e obesidade reduz significativamente o risco de agravamento da doença.

Convívio social também é proteção

Interação social frequente estimula memória, linguagem e emoções. Isolamento, por outro lado, está associado a maior risco de declínio cognitivo.

Genética não é sentença

Mesmo em pessoas com genes associados ao Alzheimer, como o APOE-e4, estudos mostram que um estilo de vida saudável pode retardar o início dos sintomas e reduzir a gravidade da doença.

Especialistas reforçam: quanto mais cedo esses hábitos são incorporados, maiores são os benefícios ao longo da vida. O cuidado com o cérebro deve começar muito antes dos primeiros sinais.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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