O tempero das comidas na Idade Média que hoje seria impossível comer
Combinação intensa de especiarias, açúcar e molhos fortes usada na Idade Média criava sabores tão extremos que hoje seriam difíceis de suportar

Muito antes de sal refinado, temperos industrializados e combinações suaves ao paladar moderno, a culinária da Idade Média apostava em misturas que hoje causariam estranhamento, e até repulsa à maioria das pessoas.
O sabor dos alimentos era marcado por excessos, contrastes extremos e ingredientes hoje impensáveis.
Na Europa medieval, especiarias como pimenta-do-reino, noz-moscada, cravo, gengibre e canela eram usadas em grandes quantidades, muitas vezes todas juntas no mesmo prato, inclusive em receitas salgadas.
Carnes, por exemplo, podiam levar açúcar, mel, vinagre e especiarias fortes ao mesmo tempo, criando sabores intensos e desequilibrados para o paladar atual.
Outro fator que tornaria essas comidas difíceis de consumir hoje era a falta de refrigeração.
Para disfarçar o gosto de carnes já em processo de deterioração, os cozinheiros abusavam de temperos extremamente fortes, ervas amargas e molhos ácidos.
Em alguns casos, vinagre, vinho azedo e especiarias eram usados justamente para mascarar odores e sabores desagradáveis.
Além disso, ingredientes hoje considerados impróprios ou perigosos faziam parte da rotina alimentar, como ervas tóxicas em pequenas doses, gorduras rançosas e carnes de animais que atualmente não são consumidos.
O resultado era uma culinária funcional para a época, mas que dificilmente seria aceita ou tolerada nos dias de hoje.
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