Faxina emocional: o que é e como fazer, segundo a psicologia

Prática propõe organizar pensamentos, sentimentos e relações para reduzir sobrecarga emocional e melhorar o bem-estar no dia a dia

Layne Brito Layne Brito -
Faxina emocional
(Foto: Reprodução/Freepik)

Assim como a casa pode acumular bagunça, a mente também guarda excessos.

Emoções mal resolvidas, ressentimentos, cobranças internas e relações desgastantes acabam ocupando espaço e impactando diretamente a saúde mental.

É nesse contexto que surge o conceito de faxina emocional, uma prática defendida pela psicologia como forma de promover equilíbrio e autocuidado.

A faxina emocional não significa apagar sentimentos ou ignorar problemas, mas identificar, organizar e lidar de forma consciente com aquilo que causa desgaste emocional.

O objetivo é reduzir a sobrecarga mental e criar espaço para emoções mais saudáveis.

Segundo a psicologia, emoções reprimidas tendem a se manifestar de outras formas, como ansiedade, irritabilidade, cansaço excessivo e dificuldade de concentração.

Fazer uma faxina emocional ajuda a reconhecer esses sinais e agir antes que eles se tornem mais intensos.

O que envolve a faxina emocional

A prática começa pelo autoconhecimento. É preciso observar padrões de pensamento, identificar gatilhos emocionais e reconhecer sentimentos recorrentes, como culpa, medo, raiva ou frustração.

Esse processo não acontece de uma vez, mas aos poucos, com atenção e honestidade consigo mesmo.

Outro ponto importante é avaliar relações e ambientes. A psicologia aponta que vínculos desgastantes, relações tóxicas ou ambientes que geram constante tensão contribuem para o acúmulo emocional.

Fazer faxina emocional também envolve estabelecer limites e, quando necessário, se afastar do que faz mal.

Como fazer a faxina emocional na prática

Especialistas indicam algumas estratégias simples:

  • Reservar momentos de silêncio e reflexão
  • Escrever sentimentos e pensamentos para organizar ideias
  • Praticar a comunicação clara, expressando limites e necessidades
  • Reduzir a autocrítica excessiva
  • Aceitar que nem tudo pode ser controlado

Além disso, cuidar do corpo também influencia diretamente o estado emocional. Sono, alimentação e atividades físicas ajudam a regular emoções e facilitam esse processo interno.

Quando buscar ajuda

A faxina emocional não substitui acompanhamento profissional. Quando emoções negativas são persistentes ou causam sofrimento intenso, a psicologia recomenda procurar um psicólogo.

A terapia oferece um espaço seguro para aprofundar esse processo e desenvolver ferramentas emocionais mais sólidas.

No fim, a faxina emocional é um exercício contínuo.

Não se trata de eliminar sentimentos, mas de organizar o que se sente, entender limites e construir uma relação mais saudável consigo mesmo.

Assim como a casa, a mente também precisa de cuidado regular.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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