Você usa sem saber: palavras que não existem gramaticalmente na língua portuguesa, mas ainda são usadas no dia a dia

Mais do que erros, essas palavras revelam como a língua muda, se adapta e cria formas novas a partir do uso cotidiano dos falantes

Gabriel Dias Gabriel Dias -
palavras que não existem gramaticalmente na língua portuguesa, mas ainda são usadas no dia a dia
(Foto: Reprodução)

No meio de uma conversa, ninguém para para pensar se a palavra está certa. A gente fala como aprendeu ouvindo os outros, no trabalho, em casa, no ônibus ou em um simples áudio de WhatsApp.

É assim que muitos erros acabam virando costume e passam despercebidos.

Um dos casos mais comuns é o “menas”. Muita gente usa achando que combina com palavras no feminino, mas isso nunca acontece. “Menos” não muda, não tem variação e deve ser usado sempre do mesmo jeito, independentemente da frase.

Outro erro que aparece bastante é o “seje”. Ele surge em frases simples, como “seje rápido” ou “seje sincero”. Apesar de soar normal para quem escuta desde cedo, o correto é “seja”, mesmo que no começo pareça estranho.

Também virou hábito usar “a nível de” para explicar qualquer assunto, principalmente quando o tema é trabalho, saúde ou estudo. O problema é que, no uso cotidiano, essa expressão quase sempre está errada. Na maioria das vezes, dizer “sobre” ou “em relação a” já resolve.

Tem ainda o famoso “beneficiente”, que muita gente fala sem desconfiar de nada. Essa palavra não existe. Dependendo da situação, o certo é “beneficente”, quando se fala de ações ou eventos, ou “benéfico”, quando a ideia é algo que faz bem.

Na fala e na escrita, aparece com frequência o “reinvindicar”. É um erro comum até em textos mais formais. O verbo correto é “reivindicar”, sem o “n” no meio, como muita gente costuma colocar.

Outro caso que engana bastante é o “interviu”. Apesar de parecer lógico, o passado do verbo “intervir” é “interveio”. Esse erro passa batido na maioria das conversas.

Essas palavras continuam sendo usadas porque todo mundo repete. Mas basta prestar atenção para perceber que muitos desses erros estão presentes o tempo todo no dia a dia, mesmo entre quem acredita falar tudo certo.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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