Governo constrói muro de 6 km, com 2 metros de profundidade e laje reforçada, para conter avanço do mar em praia do Brasil
Obra de R$ 31 milhões aposta em contenção subterrânea para proteger a orla mais valorizada do país após alargamento da praia e macrodrenagem que não atingiram o resultado esperado

Em Balneário Camboriú, a nova aposta contra o avanço do mar não aparece para quem caminha pela areia. A cidade começou a construir um muro subterrâneo de 6 mil metros de extensão na Praia Central.
Enterrado a cerca de 2 metros de profundidade e com base de 2 metros de largura, o objetivo é reduzir a erosão e proteger a infraestrutura da orla.
A obra custa cerca de R$ 31 milhões e deve levar até 20 meses para ser concluída. Ela surge após duas intervenções de grande porte: o alargamento da faixa de areia, que ampliou a praia para aproximadamente 70 metros, e um sistema de macrodrenagem que consumiu R$ 53 milhões, mas não resolveu os alagamentos como o esperado até 2026.
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Diferentemente de um paredão visível, o muro atua por baixo da areia. A ideia é dificultar a perda de sedimentos e criar uma barreira extra contra a infiltração da água do mar em direção às calçadas e avenidas.
Especialistas alertam que estruturas desse tipo precisam estar bem integradas à drenagem urbana.
Em uma das orlas mais valorizadas do Brasil, a obra é vista como proteção estratégica. O resultado, porém, dependerá de manutenção, monitoramento e da resposta da própria dinâmica da praia.
Além das questões locais, a obra também dialoga com um cenário maior: o aquecimento global. A elevação do nível do mar e o aumento da intensidade de ressacas e eventos extremos tornam cidades costeiras mais vulneráveis, exigindo adaptações cada vez mais frequentes e caras.
Em Balneário Camboriú, o muro subterrâneo é uma resposta prática a esse novo contexto climático — um sinal de que proteger a orla deixou de ser apenas uma questão urbanística e passou a fazer parte da estratégia de adaptação às mudanças do clima.
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