China explode montanhas e constrói aeroporto no topo de penhasco a 1.700 metros de altitude

Após seis anos de explosões, terraplenagem e engenharia de precisão, montanha virou planalto aéreo e conectou área isolada das Três Gargantas ao restante da China

Gabriel Dias -
China explode montanhas e constrói aeroporto no topo de penhasco a 1.700 metros de altitude
(Foto: Reprodução)

Em vez de procurar um vale para seus propósitos, a China decidiu criar um. Onde antes existia apenas um topo rochoso irregular, hoje há uma pista de aeroporto de 2,6 quilômetros capaz de receber voos comerciais em plena altitude.

A construção do Aeroporto de Chongqing Wushan transformou um pico montanhoso na região das Três Gargantas em uma estrutura aeroportuária funcional a cerca de 1.700 metros acima do nível do mar.

O projeto começou em 2015 e levou seis anos até a inauguração, em agosto de 2019.

A proposta foi direta: remover as partes mais elevadas da montanha e usar o próprio material para preencher desníveis, formando um grande platô estável.

Não se tratou de adaptar o relevo, mas de reconfigurá-lo completamente.

A mobilização envolveu cerca de 800 máquinas e 2.000 trabalhadores em operação contínua.

Explosões controladas abriram caminho na rocha dura, seguidas por escavação intensa, transporte de material e compactação técnica para garantir estabilidade geotécnica.

Em altitude elevada, qualquer variação estrutural poderia comprometer a segurança da pista.

Após a terraplenagem, vieram as camadas estruturais: sub-base de brita compactada e aplicação de asfalto com controle rigoroso de temperatura.

O projeto prevê operação de aeronaves de até 70 toneladas, exigindo padrão técnico compatível com normas internacionais de aviação.

Além da pista, o aeroporto recebeu terminal de aproximadamente 3.500 m², sistemas de navegação, iluminação e estrutura para movimentar até 1.200 toneladas de carga.

O investimento estimado em US$ 123 milhões teve como objetivo principal romper o isolamento regional.

No topo da montanha, a rocha deu lugar à conectividade. A barreira geográfica permanece, mas agora pode ser atravessada pelo ar.

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Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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