As 10 piores cidades para se viver no Brasil em 2026, segundo ranking

Ranking do IPS Brasil 2025 revela municípios com os menores índices de qualidade de vida

Gabriel Dias Gabriel Dias -
As 10 piores cidades para se viver no Brasil em 2026
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube/O Mundo Por Onde Passamos)

Antes de decidir recomeçar a vida em novas cidades, um levantamento de dados pode mudar seus planos.

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025 mapeou as condições de vida nos 5.570 municípios do país — e revelou quais enfrentam os maiores desafios estruturais, sociais e econômicos.

Diferente de rankings baseados apenas em renda ou Produto Interno Bruto, o IPS mede a capacidade real de um município de oferecer qualidade de vida e fatores que afetam diretamente a vida dos cidadãos.

A análise considera 57 indicadores públicos, organizados em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. As notas variam de 0 a 100.

O resultado acende um alerta: as piores pontuações estão concentradas majoritariamente na Região Norte, especialmente nos estados de Roraima e Pará, onde o isolamento geográfico, a carência de infraestrutura e os altos índices de violência impactam diretamente o cotidiano da população.

As 10 cidades com pior qualidade de vida no Brasil em 2025

1º.  Uiramutã (RR) — 37,59 pontos

Localizada na fronteira com a Venezuela e a Guiana, Uiramutã registrou a menor pontuação no ranking nacional.

O município, que possui forte presença indígena e características geográficas que dificultam o acesso, enfrenta desafios relacionados à infraestrutura e à oferta de serviços públicos, refletidos em parte dos indicadores sociais avaliados pelo estudo.

2º.  Jacareacanga (PA) — 40,04 pontos

Localizada às margens do Rio Tapajós, a cidade paraense apresenta deficiências em quase todos os indicadores avaliados.

Distante de grandes centros, convive com garimpo ilegal, violência e infraestrutura insuficiente para seus cerca de 26 mil habitantes.

3º.  Amajari (RR) — 40,95 pontos

Criado em 1955, o município sofre com precariedade nos serviços de saúde e educação, além de conflitos relacionados a terras indígenas.

A economia é baseada na agropecuária e no ecoturismo, mas os indicadores sociais permanecem frágeis.

4º.  Bannach (PA) — 40,99 pontos

Com cerca de 4.500 habitantes, Bannach é uma das cidades menos populosas do Brasil. Fundada em 1993, ainda enfrenta carência de investimentos públicos e serviços básicos extremamente limitados.

5º.  Alto Alegre (RR) — 41,07 pontos

A cerca de 80 km de Boa Vista, Alto Alegre apresenta déficits expressivos em saúde e saneamento, além de baixo desenvolvimento econômico e conflitos fundiários.

6º.  Trairão (PA) — 42,08 pontos

Com aproximadamente 19 mil moradores, Trairão enfrenta problemas de desmatamento, exploração ilegal de madeira e altos índices de criminalidade, inclusive em áreas rurais. A infraestrutura básica é insuficiente, e a energia elétrica é instável.

7º.  Pacajá (PA) — 42,86 pontos

Violência urbana e rural, saneamento precário e oferta insuficiente de escolas marcam a realidade do município, que também sofre com crimes ambientais e escassez de oportunidades econômicas.

8º.  Portel (PA) — 43,25 pontos

Situada na região do Marajó, Portel depende majoritariamente do transporte fluvial. O isolamento dificulta o acesso a serviços públicos, e o mercado de trabalho restrito amplia a vulnerabilidade social.

9º.  São Félix do Xingu (PA) — 43,33 pontos

Um dos maiores municípios do Brasil em extensão territorial enfrenta desafios como garimpo ilegal, conflitos agrários e degradação ambiental. A pobreza é elevada, e o saneamento básico ainda não atende a grande parte da população.

10º,  Anapu (PA) — 43,39 pontos

Marcada por conflitos fundiários e violência rural, Anapu apresenta baixos índices de saneamento e acesso à água potável, além de limitações na rede de saúde e pouca diversificação econômica.

O levantamento do IPS Brasil 2025 mostra que a qualidade de vida vai muito além da renda.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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