Anvisa toma decisão e proíbe comercialização do Tadala no país

Resolução da Anvisa determina apreensão e proibição de produto sem registro e com fabricante não identificado

Gustavo de Souza -
Anvisa toma decisão e proíbe comercialização do Tadala no país
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem endurecendo sua fiscalização com determinados medicamentos. A partir dessa medida, o órgão determinou a apreensão e a proibição do produto Tadala Pro Max em todo o território nacional. A medida consta na Resolução-RE nº 690, de 20 de fevereiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A decisão impede a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto. Segundo o ato oficial, o item não possui registro na Anvisa e não tem empresa fabricante identificada.

O que foi proibido

A resolução se refere especificamente ao Tadala Pro Max (todos os lotes). O enquadramento foi feito com base na Lei nº 6.360/1976, que regula a vigilância sanitária de medicamentos e produtos sujeitos a controle no Brasil.

No texto publicado no DOU, a Anvisa aponta a comprovação de propaganda e oferta do produto sem regularização sanitária. Também consta que a empresa responsável não foi identificada, o que impede a verificação de condições de fabricação e segurança.

Importante destacar que a medida trata do produto “Tadala Pro Max” e não representa uma proibição geral do princípio ativo tadalafila, que pode constar em medicamentos devidamente registrados e autorizados no país.

Fiscalização também atinge outros produtos

A mesma resolução estabelece ações de fiscalização contra as chamadas “canetas emagrecedoras” sem registro sanitário, incluindo marcas como Lipoless MD, Retatrutide, Tirzec, Lipoland e T.G.

O ato determina apreensão e proibição desses itens, com alcance sobre pessoas físicas, jurídicas e veículos que promovam ou comercializem os produtos.

A publicação também menciona produtos derivados de cannabis da marca Soft Cann (Broad Spectrum e Full Spectrum), igualmente alvos de medidas por ausência de regularização.

Venda digital entra no radar

No documento oficial, a Anvisa cita a comprovação de anúncios e ofertas online dos produtos irregulares. A menção a sites específicos reforça a preocupação com a comercialização em ambiente digital.

A orientação ao consumidor é verificar sempre se o produto possui registro na Anvisa antes da compra. A consulta pode ser feita por meio dos sistemas oficiais disponibilizados pela própria Agência.

Com a decisão, o Tadala Pro Max passa a estar formalmente proibido no país, e eventuais unidades encontradas no mercado ficam sujeitas à apreensão pelas autoridades sanitárias.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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