Após descoberta de irregularidades, Anvisa proíbe venda de suplementos alimentares

Medida atinge todos os produtos da fabricante e cita falhas de qualidade, rotulagem irregular e ausência de programas básicos de segurança

Gustavo de Souza -
Após descoberta de irregularidades, Anvisa proíbe venda de suplementos alimentares
(Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, distribuição e propaganda de suplementos alimentares fabricados pela empresa Gecaps Comércio de Produtos Naturais LTDA, sediada em São José dos Pinhais (PR). A medida divulgada atinge todos os produtos produzidos pela empresa.

Segundo informações publicadas pela própria Anvisa e repercutidas pela imprensa especializada, a decisão foi motivada por uma série de irregularidades sanitárias identificadas durante a fiscalização.

Irregularidades apontadas

De acordo com a agência, foram constatadas falhas como ausência de estudos de estabilidade e de controle de qualidade dos suplementos, descumprimento das Boas Práticas de Fabricação e inexistência de Programa de Controle de Alergênicos.

A Anvisa também apontou o uso, na rotulagem, de indicações terapêuticas e alegações funcionais e de saúde não aprovadas. Esse tipo de prática é vedado pela regulamentação sanitária, que estabelece critérios rigorosos para comunicação de benefícios à saúde em suplementos alimentares.

O que significam as falhas identificadas

Estudos de estabilidade são exigidos para comprovar que o produto mantém suas características e segurança ao longo do prazo de validade. Já o controle de qualidade garante que o conteúdo da embalagem corresponde ao que é informado no rótulo.

As Boas Práticas de Fabricação, por sua vez, são um conjunto de normas obrigatórias que asseguram condições adequadas de produção, armazenamento e transporte. O descumprimento dessas regras pode comprometer a segurança do consumidor.

Produtos comercializados

No site da empresa constavam suplementos como biotina, cúrcuma, colágeno hidrolisado, spirulina, combinações de quitosana com psyllium, picolinato de cromo e diferentes formulações de magnésio, geralmente em frascos com 60 cápsulas.

Com a decisão, a venda e a divulgação desses itens ficam proibidas até eventual regularização junto à autoridade sanitária.

Orientação ao consumidor

A Anvisa recomenda que consumidores verifiquem sempre se o produto está regularizado e desconfiem de promessas de cura, tratamento ou benefícios terapêuticos não autorizados.

Denúncias sobre produtos irregulares podem ser feitas pelos canais oficiais da agência. A medida reforça a importância da fiscalização no setor de suplementos, que cresce no país e exige atenção redobrada quanto à qualidade e à conformidade com as normas sanitárias.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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