Nova lei permite às mulheres não sentar perto de homens no ônibus e avião

Projeto aprovado em comissão do Senado garante opção de assento ao lado de outra mulher, mas proposta ainda precisa passar por novas etapas antes de virar lei

Gustavo de Souza -
Nova lei permite às mulheres não sentar perto de homens no ônibus e avião
(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (25), um projeto que assegura às mulheres que viajam sozinhas o direito de optar por assentos ao lado de outras mulheres em transportes coletivos. Apesar do avanço, a medida ainda não está em vigor e continuará tramitando antes de se tornar lei.

O Projeto de Lei (PL) 719/2025 determina que empresas de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário e aquaviário ofereçam essa alternativa no momento da compra da passagem. Caso necessário, também prevê a possibilidade de troca de lugar antes ou após o embarque, conforme a disponibilidade de assentos.

A proposta é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que defende a medida como forma de reduzir situações de vulnerabilidade e risco de violência durante viagens. Segundo a parlamentar, casos de assédio e violência sexual dentro de veículos de transporte coletivo são recorrentes e exigem medidas preventivas.

A relatoria na Comissão de Direitos Humanos ficou a cargo da senadora Augusta Brito (PT-CE), que apresentou parecer favorável. Para ela, a iniciativa contribui para um ambiente de viagem mais seguro e reforça o direito das mulheres ao transporte em condições adequadas de proteção.

O texto segue agora para análise da Comissão de Fiscalização e Controle do Senado Federal. Se aprovado, ainda poderá passar por outras etapas no Congresso Nacional antes de eventual sanção presidencial.

Para viabilizar a medida, o projeto propõe alterações em diversas normas que regulam o setor de transportes no país, como o Código Brasileiro de Aeronáutica, a Lei de reestruturação dos transportes aquaviário e terrestre, a Lei 11.975 de 2009, a Lei das Ferrovias e a Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário.

Caso o texto avance em todas as fases legislativas e seja sancionado, as empresas deverão se adaptar às novas regras. Até lá, a escolha de assentos ao lado de outras mulheres não é uma obrigação legal para as companhias de transporte.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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