Aos 116 anos, freira brasileira é reconhecida como a pessoa mais velha do mundo pelo Guinness
Inah Canabarro Lucas teve idade confirmada por análise documental rigorosa e tornou-se símbolo mundial como a pessoa mais velha viva no mundo

Quando nasceu, em 08 de junho de 1908, em São Francisco de Assis (RS), Inah Canabarro Lucas era descrita como pequena e frágil demais para sobreviver à infância.
Médicos e conhecidos não acreditavam que chegaria à vida adulta. Mais de um século depois, ela encerraria a própria história como a pessoa mais velha do mundo, com idade validada pela LongeviQuest e reconhecida oficialmente pelo Guinness World Records.
Inah viveu 116 anos e 326 dias. Faleceu em 30 de abril de 2025, em Porto Alegre, após 116 dias ostentando o título de mulher mais longeva do planeta — reconhecimento confirmado em 4 de janeiro de 2025, após a morte das então recordistas María Branyas Morera e Tomiko Itooka.
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Bisneta de David Canabarro, líder militar da Revolução Farroupilha, Inah construiu trajetória marcada por fé e educação.
Ainda adolescente, decidiu ingressar na vida religiosa. Aos 26 anos, em 1934, fez votos perpétuos na Companhia de Santa Teresa de Jesus, tornando-se uma das primeiras freiras brasileiras da congregação.
Antes mesmo da profissão definitiva, já lecionava. Ao longo das décadas, ensinou diversas disciplinas e fundou uma banda marcial com 115 instrumentos, que realizou apresentações no Brasil, no Uruguai e na Argentina. Entre seus alunos esteve João Figueiredo, futuro 30º presidente da República.
A validação da idade exigiu extensa análise documental, incluindo certidão de nascimento e registros históricos contínuos. Inah acreditava ter nascido em 27 de maio, mas pesquisadores confirmaram oficialmente a data de 8 de junho de 1908.
Mas o surpreendente ainda estava por vir: durante a pandemia, tornou-se um símbolo de resistência. Vacinada contra a COVID-19 aos 112 anos, contraiu o vírus aos 114 e se recuperou. Torcedora declarada do Sport Club Internacional, repetia com humor: “Estou cada vez mais jovem e mais bonita.”
No ranking mundial de religiosas longevas, ficou atrás apenas de Lucile Randon, que morreu aos 118 anos.
Sua história projetou o Brasil no cenário internacional da longevidade validada cientificamente — um feito que começou com uma criança desacreditada e terminou com um recorde mundial.
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