Estudantes brasileiras criam novo tipo de gaveteiro para supermercados e disputam prêmio mundial
Estudantes da Ufes desenvolvem sistema inteligente para hortifruti que reduz desperdício e agora disputam final de competição mundial de inovação

A rotina de reposição e manuseio de frutas e verduras em supermercados pode parecer simples, mas representa um dos principais pontos de perda de alimentos no varejo.
Observando esse problema no dia a dia, um grupo de estudantes decidiu buscar uma solução tecnológica capaz de mudar a forma como esses produtos são expostos e vendidos.
Cinco universitárias da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) desenvolveram um protótipo de “gaveteiro inteligente” voltado ao setor de hortifruti.
A iniciativa busca preservar frutas e verduras por mais tempo e reduzir desperdícios causados principalmente pelo excesso de manipulação nos pontos de venda.
Batizado de FreshEXPO, o projeto venceu a etapa local da maratona internacional de inovação Invent for the Planet 2026 e agora disputa uma vaga entre os finalistas da competição global, que reúne universidades de diversos países.
O equipamento funciona como uma estrutura refrigerada equipada com gavetas automatizadas que organizam os alimentos conforme o estágio de maturação. Dessa forma, os produtos mais maduros são priorizados para venda primeiro, evitando que estraguem nas prateleiras.
Segundo as criadoras, a ideia surgiu ao observar o funcionamento do setor de hortifruti em supermercados. O constante manuseio dos produtos por clientes e funcionários, além da reposição frequente nas bancas, acaba acelerando danos em frutas e verduras.
A equipe responsável pelo projeto é formada por Carol Valladão (Engenharia Ambiental), Isabelle Pignaton (Engenharia Civil), Lavinia Vaccari (Engenharia Mecânica), Isabela Lisboa e Adriele Portugal (Administração).
De acordo com as estimativas das estudantes, se a tecnologia fosse aplicada em larga escala no comércio mundial, poderia contribuir para reduzir perdas de verduras e legumes que chegam a US$ 32 bilhões por ano, causadas por amassamento e excesso de manipulação durante a exposição.
Além da disputa na competição internacional, o projeto também pode evoluir para o registro de uma patente tecnológica vinculada à universidade, caso o sistema seja validado para uso comercial.
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