Idosos podem vender tudo e viajar o mundo com o dinheiro sem deixar herança para os filhos? Veja o que diz a lei

Pela legislação brasileira, enquanto a pessoa estiver viva e em plena capacidade mental, ela pode vender, gastar ou doar seus bens sem precisar da autorização dos herdeiros

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
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(Foto: Reprodução)

Uma dúvida comum nas famílias brasileiras envolve o direito de idosos administrarem o próprio patrimônio. Afinal, um pai pode vender tudo o que construiu ao longo da vida e usar o dinheiro como quiser, mesmo que os filhos não concordem?

De acordo com explicações compartilhadas nas redes sociais pela advogada especialista em direito de família, a resposta é sim, na maioria dos casos a pessoa pode fazer isso livremente.

Isso acontece porque, segundo o direito sucessório brasileiro, não existe herança de pessoa viva. Enquanto o proprietário estiver vivo e possuir plena capacidade mental, ele mantém total liberdade para administrar e dispor de seus bens.

Herança só existe após o falecimento

Um dos princípios básicos do direito sucessório estabelece que a herança surge apenas após a morte do proprietário dos bens.

Enquanto isso não acontece, todo o patrimônio pertence exclusivamente à pessoa que o construiu ou adquiriu. Portanto, filhos ou outros familiares não possuem direito de impedir vendas, doações ou gastos feitos pelo titular dos bens.

Assim, se um idoso decide vender imóveis, utilizar o dinheiro para viajar ou realizar projetos pessoais, a lei garante essa liberdade.

Liberdade para administrar o próprio patrimônio

A legislação brasileira reconhece o direito de qualquer pessoa capaz de administrar seu patrimônio como desejar.

Isso significa que o proprietário pode:

  • vender imóveis ou outros bens
  • gastar o dinheiro como preferir
  • fazer doações
  • reorganizar o patrimônio

Essas decisões não dependem da autorização dos filhos ou de futuros herdeiros.

Por isso, mesmo quando os familiares discordam da decisão, a regra geral da lei mantém o direito do dono do patrimônio.

Existem exceções previstas pela lei

Embora a regra seja a liberdade patrimonial, existem algumas situações específicas que podem gerar questionamentos na Justiça.

Entre elas estão casos de:

  • incapacidade mental do proprietário
  • manipulação ou abuso por terceiros
  • fraude com intenção de prejudicar herdeiros

Nesses cenários, a Justiça pode analisar a situação e adotar medidas para proteger o patrimônio.

No entanto, quando a pessoa possui plena capacidade e toma decisões de forma consciente, o direito de usar ou vender os próprios bens permanece garantido pela legislação.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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