Justiça decide: ex é obrigado a pagar aluguel pelo tempo em que ficou sozinho no imóvel do casal após a separação

Entendimento do STJ prevê compensação financeira quando um dos ex-cônjuges permanece sozinho em imóvel que pertence aos dois

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Minha Casa minha Vida
Prédio do Minha Casa Minha Vida. (Foto: Tomaz Silza/Agência Brasil)

A separação de um casal nem sempre resolve todas as questões patrimoniais de imediato. Em muitos casos, um dos ex-cônjuges continua morando no imóvel enquanto o outro sai. Nessa situação, a Justiça já definiu um entendimento importante.

A advogada Aline da Silva Bernardes, especialista em Direito de Família, explica que o uso exclusivo do imóvel pode gerar o dever de pagamento. As orientações foram divulgadas no Instagram @alinebernardesadv, perfil em que ela compartilha conteúdos jurídicos.

Uso exclusivo do imóvel gera compensação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entende que, quando o imóvel pertence aos dois e apenas um deles permanece no local, surge o dever de compensação.

Nesse cenário, quem fica no imóvel deve pagar ao outro uma quantia proporcional ao uso exclusivo.

Na prática, esse valor costuma corresponder a 50% do aluguel de mercado do imóvel, considerando o período em que apenas uma pessoa utilizou o bem.

Direito começa na separação de fato

O direito à compensação não depende do divórcio formal.

Ele começa a partir da separação de fato, pois, desde esse momento, ambos já possuem direito sobre o imóvel.

Assim, quando apenas um permanece no local, ocorre uma vantagem exclusiva, o que justifica a compensação.

Valor pode ser cobrado depois

Quem saiu do imóvel pode cobrar os valores posteriormente.

O pedido pode incluir todo o período em que o outro permaneceu sozinho no imóvel. Por isso, quanto mais tempo passa, maior tende a ser o valor acumulado.

Falta de orientação pode causar prejuízo

Muitas pessoas finalizam o divórcio sem discutir esse ponto.

Como consequência, deixam de receber valores ou assumem obrigações sem entender o impacto financeiro.

Segundo Aline Bernardes, buscar orientação jurídica antes de fechar acordos evita prejuízos e garante uma divisão mais justa.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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