Além do Espírito Santo e Goiás, mais estados podem adotar fechamento de supermercados aos domingos
Medida que começou como acordo trabalhista já se espalha pelo país e pode ganhar força em novas regiões nos próximos meses

O fechamento de supermercados aos domingos, que já virou realidade no Espírito Santo e entrou no radar de Goiás, pode avançar para outros estados brasileiros em 2026.
A movimentação ocorre a partir de acordos coletivos entre sindicatos e empresários, que vêm ganhando força e abrindo um debate nacional sobre o funcionamento do comércio no fim de semana.
No Espírito Santo, a medida começou a valer em 1º de março e atinge supermercados, atacarejos e estabelecimentos de médio e grande porte que possuem funcionários registrados.
A regra determina que esses locais permaneçam fechados aos domingos, como forma de garantir descanso semanal aos trabalhadores.
A decisão não partiu diretamente de uma lei estadual, mas de uma Convenção Coletiva de Trabalho, que tem força jurídica e validade inicial até outubro de 2026.
Durante esse período, os impactos econômicos e sociais serão avaliados para definir se a regra será mantida ou ajustada.
A experiência capixaba tem sido tratada como um “laboratório nacional”.
O resultado dessa política pode influenciar outros estados, especialmente em um momento em que o tema volta ao centro das discussões trabalhistas no país.
Em Goiás, o assunto já está em debate avançado e pode ganhar novos desdobramentos ainda no primeiro semestre.
As negociações envolvem sindicatos e representantes do setor supermercadista, que discutem possíveis restrições semelhantes às adotadas no Espírito Santo.
Outros estados também acompanham o tema de perto, embora ainda mantenham a abertura normal aos domingos.
Em alguns casos, há disputas judiciais e acordos pontuais que podem evoluir para regras mais amplas.
O principal argumento dos defensores da medida é a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, garantindo descanso regular e previsibilidade nas jornadas.
Por outro lado, empresários demonstram preocupação com possíveis perdas de faturamento, já que o domingo costuma concentrar parte significativa das vendas.
Para os consumidores, a mudança exige adaptação. Com menos opções abertas aos domingos, a tendência é de maior movimento às sextas e sábados, além da busca por alternativas como pequenos comércios de bairro e compras antecipadas.
Diante desse cenário, o Brasil pode estar diante de uma mudança estrutural no varejo alimentar.
Caso o modelo se consolide, a prática de supermercados fechados aos domingos, comum em alguns países europeus, pode deixar de ser exceção e se tornar regra em várias regiões do país.
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