Goiás decreta situação de emergência após alta em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
Estado já registrou mais de 2.500 diagnósticos, decorrentes de Covid-19, gripe ou outros vírus

Goiás decretou situação de emergência em saúde pública diante do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A medida foi assinada pelo governador Daniel Vilela (MDB) no Diário Oficial desta quarta-feira (15).
Segundo indicadores estaduais, já foram registrados 2.560 diagnósticos em 2026. Desses, 1.351 foram em homens, e os outros 1.209, em mulheres.
Os casos se dividem entre aqueles que foram causados por Influenza (4,92%), por Covid-19 (1,91%), por SRAG não especificado (36,02%) ou por outro vírus respiratório (38,55%). Alguns (18,48%) seguem em investigação
No cenário estadual, os mais afetados são os bebês com dois anos ou menos, que correspondem a 1.077 casos registrados. Os idosos, com 60 anos ou mais, aparecem na sequência. São 466 diagnósticos nesta faixa etária.
Até então, o pico das contaminações foi na terceira semana de março. Desde então, houve uma leve queda – mas a preocupação continua, especialmente diante da demanda acumulada por leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Suporte Ventilatório Pulmonar (SVP).
Vacinação
Para se prevenir, a melhor resposta continua sendo a imunização. A campanha nacional contra a gripe foi iniciada em 28 de março e é voltada para os grupos prioritários. Encaixam-se as gestantes, crianças, idosos e outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Goiás já recebeu 436 mil doses contra a gripe. Vale pontuar que a vacina disponibilizada é trivalente, portanto protege contra os principais tipos em circulação: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B (linhagem Victoria).
O estado também recebeu 21.108 doses do imunizante contra a Covid-19. A remessa faz parte de um conjunto que soma 2,2 milhões de doses enviadas pelo Ministério da Saúde esta semana.
O esquema vacinal, neste caso, é especialmente voltado para idosos (que devem receber duas doses, com intervalo de seis meses), gestantes (uma dose por gestação), crianças entre seis meses e cinco anos (de duas a três doses) e pessoas imunocomprometidas (três doses e recomendação de uma dose semestral).
A população em geral, entre cinco e 59 anos, que ainda não se vacinou, também pode buscar pela vacinação contra a Covid-19 nos postos de saúde.
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