Licença-paternidade passa de 5 para 20 dias? Entenda o que já vale para trabalhadores CLT
Debate sobre ampliação da licença-paternidade avança no Brasil e trabalhadores acompanham possíveis mudanças nas regras

A licença-paternidade voltou ao centro das discussões trabalhistas e reacendeu dúvidas entre trabalhadores com carteira assinada. Isso porque propostas que ampliam o período de afastamento dos pais começaram a ganhar força no Congresso.
Muita gente, inclusive, acredita que a mudança já entrou em vigor para todos os brasileiros. No entanto, a regra geral ainda segue o que está previsto na Constituição e na CLT.
Quanto tempo dura a licença-paternidade hoje
Atualmente, trabalhadores CLT têm direito a 5 dias corridos de licença-paternidade. O benefício vale após o nascimento do filho, adoção ou guarda judicial para fins de adoção.
- Inquilino descobre que pode ser cobrado por pintura ao desocupar o imóvel e leva uma conta extra que não esperava
- Trabalhador descobre que tem direito a estabilidade após acidente mesmo sem ter recebido auxílio-doença
- Família descobre que pode receber pensão do INSS mesmo sendo neto, enteado ou sobrinho com nova lei
No entanto, empresas participantes do Programa Empresa Cidadã podem ampliar esse período para 20 dias.
Como funcionam os 20 dias
A licença de 20 dias não vale automaticamente para todos os trabalhadores. Para ter direito ao período ampliado, a empresa precisa participar do Programa Empresa Cidadã e o trabalhador deve solicitar a prorrogação dentro do prazo legal.
Além disso, o pai precisa comprovar participação em programa ou atividade de orientação sobre paternidade responsável.
Existe nova lei aprovada?
Até o momento, não existe uma lei nacional em vigor ampliando automaticamente a licença-paternidade de todos os trabalhadores CLT para 20 dias.
O tema ainda segue em discussão no Congresso Nacional, por meio de projetos que propõem períodos maiores e novas regras de proteção familiar.
O que é o salário-paternidade
Algumas propostas também discutem a criação do chamado salário-paternidade. A ideia é ampliar a proteção financeira durante o afastamento do trabalhador após o nascimento do filho.
No entanto, esse benefício ainda não entrou oficialmente em vigor em âmbito nacional.
Trabalhador deve acompanhar as regras
Enquanto a legislação nacional não muda, especialistas recomendam que trabalhadores consultem convenções coletivas, políticas internas da empresa e regras do Programa Empresa Cidadã.
Isso porque algumas categorias e empresas já oferecem períodos maiores de afastamento por acordo, benefício corporativo ou negociação sindical.
Assim, o debate ainda deve avançar no Brasil e pode impactar diretamente a rotina de muitas famílias nos próximos anos.
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