A crueldade animal online precisa ser tratada como crime grave
Não estamos falando apenas de proteção animal. Estamos falando de segurança, responsabilidade digital e humanidade

A violência contra os animais ganhou uma nova e assustadora vitrine: a internet. O que antes acontecia escondido, hoje circula em grupos, perfis e plataformas digitais como se fosse entretenimento. Vídeos de tortura, maus-tratos e sofrimento animal são compartilhados para gerar visualizações, curtidas e engajamento. Isso não pode ser normalizado.
Mais grave ainda é saber que, em muitos casos, os animais são violentados de forma proposital para atender desafios, pedidos ou conteúdos encomendados dentro de fóruns e grupos privados. Existe uma estrutura cruel por trás disso, movida pela banalização da dor e pela sensação de impunidade.
Quando alguém compartilha esse tipo de conteúdo, consome, incentiva ou silencia diante dele, ajuda a fortalecer uma rede de violência que cresce silenciosamente todos os dias. E é importante entender: quem pratica crueldade contra animais frequentemente demonstra comportamento agressivo também contra pessoas. A violência nunca começa de repente. Ela dá sinais.
Por isso, precisamos tratar esse assunto com a seriedade que ele merece. Não estamos falando apenas de proteção animal. Estamos falando de segurança, responsabilidade digital e humanidade.
Como vereadora e defensora da causa animal, acredito que o combate aos maus-tratos também precisa avançar no ambiente virtual. As plataformas devem agir com rapidez na remoção desses conteúdos, as autoridades precisam investigar e punir os responsáveis, e a sociedade deve denunciar sempre.
Nenhum animal merece virar espetáculo de sofrimento na internet.
A crueldade não pode ganhar curtidas. O silêncio não pode proteger criminosos. E a nossa empatia não pode ter limite apenas fora das telas.
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