Troca obrigatória do antigo RG: veja quem deve emitir a nova CIN e quem pode esperar
Nova carteira de identidade começou a substituir o antigo RG, mas muita gente ainda não sabe quando a troca realmente passa a ser necessária

Tem brasileiro que guarda o RG há tanto tempo que o documento já está desbotando. Foto antiga, plástico soltando e, em alguns casos, até dificuldade para ler os dados.
Mesmo assim, muita gente ainda não entendeu exatamente o que vai acontecer com a chegada da nova Carteira de Identidade Nacional.
Nos últimos meses, a troca do antigo RG voltou a gerar dúvidas em todo o país.
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A empresa pode exigir o novo documento? Todo mundo precisa trocar agora? E quem pode continuar usando o RG normal sem problema?
A resposta envolve prazos, regras diferentes e até situações em que a nova identidade já começa a ser exigida.
O que é a nova CIN?
A mudança principal: a Carteira de Identidade Nacional foi criada para substituir gradualmente o antigo RG estadual. O CPF passou a ser o número único de identificação do brasileiro.
Antes, uma mesma pessoa podia ter diferentes números de RG emitidos em estados diferentes. Agora, a ideia do governo é unificar os dados e reduzir fraudes.
O que o novo documento traz: QR Code com verificação em tempo real, versão digital pelo aplicativo Gov.br, padrão internacional de segurança, coleta de biometria dos dez dedos e reconhecimento facial.
Esses dados alimentam o Banco Nacional de Dados Biométricos, permitindo que o cidadão seja identificado com precisão em qualquer estado.
Dado que chama atenção: cerca de 51 milhões de brasileiros já emitiram a nova CIN até abril de 2026. O Piauí lidera proporcionalmente, com mais de 2 milhões de pessoas atendidas, ultrapassando 60% da população do estado.
Até 11 registros em um só documento: além do CPF, a nova identidade permite incluir informações como título de eleitor, CNH, carteira de trabalho, certificado militar, número do NIS ou PIS, identidade profissional de órgãos de classe e até tipo sanguíneo.
O antigo RG perdeu a validade?
Não. Esse é justamente o ponto que mais confunde muita gente. O RG antigo continua sendo aceito em todo o território nacional até 1º de março de 2032.
Ou seja: a troca não é obrigatória de forma imediata para a maioria dos brasileiros.
Quem ainda possui o documento antigo pode continuar usando normalmente durante esse período.
Mas a validade da CIN muda conforme a idade
Esse detalhe muita gente desconhece. A validade da nova identidade varia conforme a faixa etária do titular no momento da emissão:
- 0 a 12 anos incompletos: validade de 5 anos
- 12 a 60 anos incompletos: validade de 10 anos
- acima de 60 anos: validade indeterminada
Por que isso importa: para quem tem mais de 60 anos, a CIN não precisa ser renovada nunca mais.
É uma das vantagens mais práticas do novo modelo, especialmente para idosos que teriam dificuldade de se deslocar a postos de atendimento com frequência.
Quem deve priorizar a troca?
Apesar de o prazo final ainda estar distante, alguns grupos já estão sendo orientados a emitir a nova CIN com prioridade:
- RG muito antigo ou danificado: documentos rasurados, desbotados ou com dados ilegíveis
- Dados desatualizados: mudança de nome, estado civil ou endereço
- Quem vai pedir novos benefícios: aposentadoria, pensão, BPC ou seguro-desemprego
- Quem não tem biometria em nenhum documento: sem CNH nem título de eleitor com biometria
Biometria e benefícios sociais: o ponto que merece atenção
O que mudou em 2026: a emissão ou a renovação da CIN agora pode funcionar como prova de vida automática para o INSS.
Como o documento exige coleta de biometria atualizada, o sistema do governo comunica o evento diretamente ao INSS, eliminando a necessidade de ir a agências bancárias em muitos casos.
Atenção para quem vai pedir benefício novo: a partir de maio de 2026, cidadãos que não possuírem biometria em nenhum documento anterior (CNH ou título de eleitor) precisam emitir a CIN para prosseguir com novos pedidos no INSS. Quem já tem biometria cadastrada pode continuar normalmente.
BPC tem prazo mais rígido: todos os beneficiários do BPC devem estar com biometria validada até 31 de dezembro de 2026. Quem não cumprir pode ter o pagamento suspenso.
O cronograma para frente: a partir de janeiro de 2028, a CIN deve se tornar o único documento aceito para prova de vida e manutenção cadastral.
Como emitir a nova identidade?
Custo: a primeira via da nova CIN é gratuita em todo o país. A segunda via, em caso de perda ou dano, pode ter cobrança de taxa estadual.
Documentos necessários: certidão de nascimento ou casamento (original ou cópia autenticada) e CPF regular.
Onde emitir: nos órgãos de identificação de cada estado, como Poupatempo em São Paulo ou Detran em outros estados. O agendamento é obrigatório na maioria das grandes cidades e pode ser feito online.
Versão digital: após a emissão do documento físico, o cidadão pode acessar a CIN digital pelo aplicativo Gov.br, na área de carteira de documentos.
Quem pode esperar?
Na prática, grande parte da população ainda pode aguardar antes de fazer a troca. Principalmente quem possui RG em bom estado, tem dados atualizados e não depende imediatamente de novos cadastros biométricos.
Quem já tem biometria na CNH ou no título de eleitor: o sistema do INSS aceita dados biométricos cruzados desses documentos. Aposentados e pensionistas atuais não precisam correr a agências neste momento.
Quem pode ser dispensado da emissão presencial: pessoas com mais de 80 anos, morando no exterior, com problemas de saúde ou em áreas de difícil acesso podem ser dispensadas mediante comprovação.
A mudança ainda gera muita dúvida
Mesmo com a nova identidade já disponível em todo o Brasil, muita gente ainda não entendeu exatamente quando a troca realmente será necessária. E isso acontece porque a transição será gradual.
Na prática, o antigo RG não vai parar de funcionar de uma hora para outra. Mas, aos poucos, a nova CIN começa a ocupar espaço cada vez maior em serviços públicos, bancos e sistemas digitais do governo.
E para quem depende de benefícios sociais, a atenção precisa ser redobrada já em 2026.
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