O carro mais caro do mundo custa R$ 170 milhões e só quatro pessoas no mundo conseguiram comprar
Modelo foi criado sob encomenda para bilionários e mistura detalhes artesanais, relógios de luxo e acabamento inspirado em iates milionários

Imagine gastar o valor de dezenas de mansões em um único carro. Parece exagero, mas existe um automóvel tão exclusivo que somente quatro pessoas no planeta conseguiram comprar uma unidade.
O modelo é o Rolls-Royce Droptail, atualmente considerado o carro novo mais caro do mundo. O preço estimado ultrapassa US$ 30 milhões por unidade, o equivalente a cerca de R$ 170 milhões.
E o que impressiona não é apenas o valor. É o nível de exclusividade que nenhum outro automóvel consegue alcançar.
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Rolls-Royce Droptail é considerado atualmente o carro novo mais caro do mundo, com valor estimado acima de R$ 170 milhões (Foto: Reprodução)
Somente quatro unidades no mundo
A fabricante britânica apresentou oficialmente o Droptail em agosto de 2023, durante o Monterey Car Week, nos Estados Unidos.
Cada uma das quatro unidades saiu sob encomenda para clientes bilionários. Designers e engenheiros ajustaram acabamento, materiais e detalhes internos de acordo com o gosto de cada comprador.
O Droptail não usa plataforma de nenhum outro modelo da marca. O chassi é totalmente exclusivo, construído em estrutura monocoque que combina aço, alumínio e fibra de carbono.
Isso significa que a base do carro foi desenvolvida do zero apenas para esse projeto.
As quatro versões que existem
Cada Droptail recebeu um nome, uma inspiração e detalhes completamente diferentes:
- La Rose Noire: inspirada na rosa francesa Black Baccara, a flor favorita da mãe do proprietário. A pintura parece preta no escuro e revela vermelho perolizado na luz. Traz relógio Audemars Piguet removível no painel e 1.603 peças de madeira artesanal formando pétalas de rosa no interior
- Amethyst: criada para um colecionador de pedras preciosas. Possui ametistas reais ao redor do ornamento Spirit of Ecstasy no capô e relógio Vacheron Constantin integrado ao painel. O nome homenageia a pedra de nascimento do filho do proprietário
- Arcadia: encomendada por um comprador de Singapura. O nome vem da mitologia grega e significa “paraíso na Terra”. O acabamento em madeira Santos Straight Grain exigiu mais de 8.000 horas de desenvolvimento. O relógio foi criado pela própria Rolls-Royce, com 119 facetas em homenagem aos 119 anos da marca
- Quarta unidade: ainda não revelada publicamente pela Rolls-Royce
Cada relógio pode ser removido e usado no pulso. Quando o proprietário retira o relógio do painel, o espaço é fechado por uma peça de titânio. Cada uma das três unidades reveladas possui relógio de marca diferente.
Design lembra iates milionários
A Rolls-Royce buscou inspiração nos iates de luxo e nos antigos roadsters europeus da década de 1930.
O Droptail possui linhas mais esportivas e sofisticadas do que qualquer outro modelo atual da marca, com portas de abertura invertida (tipo suicida), rodas de 22 polegadas e traseira escultural com lanternas verticais e aerofólio embutido na carroceria.
O carro mede 5,3 metros de comprimento e 2 metros de largura.
A cabine acomoda apenas dois ocupantes e reúne acabamento em couro, fibra de carbono e madeira artesanal. Até os alto-falantes receberam acabamento esculpido à mão.
O La Rose Noire veio com champanhe personalizado. Para celebrar a entrega, o proprietário encomendou uma safra especial de champanhe e um baú exclusivo da Rolls-Royce com taças de cristal. O carro funciona literalmente como uma adega sobre rodas.
Motor V12 com quase 600 cavalos
Contudo, apesar do foco no luxo extremo, o desempenho também impressiona. O Droptail utiliza motor V12 biturbo de 6,75 litros que entrega 601 cavalos de potência e 85,7 kgfm de torque.
Na prática, o conversível acelera de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos e atinge velocidade máxima de 250 km/h.
O tanque de 83 litros permite autonomia de até 747 km em rodovia. O teto é removível em fibra de carbono, transformando o carro de cupê em roadster aberto.
Processo de produção levou anos
Somente o La Rose Noire levou quatro anos para ser concluído. Artesãos trabalharam milhares de horas nos acabamentos internos e externos.
A madeira do Arcadia exigiu mais de 8.000 horas de desenvolvimento e 1.000 horas de testes para garantir resistência a climas tropicais.
Além disso, a Rolls-Royce desenvolveu até uma laca protetora especial que precisa de uma única aplicação para durar toda a vida útil do carro.
Para validar o revestimento, especialistas submeteram as peças a simulações climáticas extremas de diferentes regiões do mundo.
Investimento que tende a valorizar
Especialistas do mercado automotivo apontam que modelos artesanais da Rolls-Royce tendem a se valorizar com o tempo, diferentemente de supercarros convencionais que costumam perder valor conforme a tecnologia evolui.
Analistas do setor já tratam o Droptail como peça de coleção e investimento.
O modelo consolidou a tendência dos chamados “hipercarros artesanais”, criados praticamente como obras de arte sobre rodas.
Afinal, só reforça o que o mercado de luxo extremo já vinha mostrando: para bilionários, exclusividade vale mais do que qualquer ficha técnica.
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