O país que colocou milhões de carros elétricos nas ruas agora enfrenta o efeito colateral da própria revolução verde
Depois de acelerar a virada elétrica, este país encara uma nova etapa da transição, marcada por cobranças, controle e risco ambiental

Um país em específico se tornou símbolo da corrida global pelos carros elétricos. Em poucos anos, colocou a eletrificação no centro da própria indústria, fortaleceu montadoras locais e transformou veículos de nova energia em parte comum da paisagem urbana.
Mas toda revolução industrial deixa rastros. Neste caso, o novo desafio da China começa quando esses veículos envelhecem e suas baterias deixam de atender aos padrões exigidos para circular.
O outro lado da eletrificação
Segundo dados oficiais, a China produziu 16,626 milhões de veículos de nova energia em 2025 e vendeu 16,49 milhões de unidades. O segmento respondeu por 47,9% das vendas de veículos novos no país, consolidando a liderança chinesa no setor.
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A escala do avanço, porém, abriu uma frente ambiental delicada. Estimativas citadas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação apontam que o volume anual de baterias retiradas de operação deve ultrapassar 1 milhão de toneladas até 2030.
Essas unidades concentram materiais valiosos, como lítio, níquel, cobalto e manganês. Ao mesmo tempo, exigem controle técnico, já que o desmonte irregular pode gerar poluição, desperdício de recursos e riscos de segurança.
Governo mira cadeia irregular
Em 28 de maio, uma reunião nacional sobre reciclagem de baterias reforçou a urgência do tema. O governo chinês defendeu fiscalização contra venda irregular, negócios sem licença, falhas de rastreamento e desmontes ilegais capazes de causar danos ambientais.
As novas regras, em vigor desde abril, também ampliam a responsabilidade de fabricantes, montadoras, oficinas, empresas de troca de baterias e recicladoras. A proposta é acompanhar o ciclo das baterias por meio de rastreamento digital e impedir que unidades usadas desapareçam em canais informais.
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