Não é tomate cereja, nem longa vida: o melhor tomate para fazer molho caseiro, segundo italianos
Este tipo de tomate reúne polpa firme, poucas sementes e sabor equilibrado, características valorizadas no preparo de molhos caseiros

Preparar um bom molho de tomate começa antes mesmo de acender o fogo. A variedade escolhida interfere diretamente na textura, na acidez e no tempo necessário para alcançar um resultado encorpado.
Entre os italianos, o tomate San Marzano é considerado uma das melhores opções para esse preparo. Alongado e carnudo, ele possui polpa densa, poucas sementes e sabor equilibrado entre doçura e acidez.
Diferença entre variações
Por causa do formato semelhante, o San Marzano costuma ser confundido com o tomate italiano encontrado nos mercados brasileiros. No entanto, eles não são exatamente a mesma variedade.
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O San Marzano é um tipo específico, tradicionalmente associado à região da Campânia, no sul da Itália. Já o tomate italiano é um nome mais genérico usado no Brasil para frutos alongados e indicados para molhos, muitas vezes pertencentes ao grupo Roma.
O autêntico San Marzano cultivado em áreas determinadas da Itália pode receber o selo de Denominação de Origem Protegida, conhecido pela sigla DOP. Isso significa que nem todo tomate comprido ou vendido como italiano pode receber essa denominação.
Por que funciona melhor
A polpa firme do San Marzano permite um cozimento prolongado sem liberar água em excesso. Dessa forma, o molho engrossa naturalmente e mantém o sabor mais concentrado.
Como essa variedade pode ser difícil de encontrar fresca no Brasil, o tomate italiano se torna a alternativa mais acessível. Ele também costuma ter bastante polpa, poucas sementes e menor teor de água do que o longa vida.
No preparo, alho, cebola, azeite, sal e manjericão são suficientes para realçar o sabor. O cozimento lento ajuda a deixar o molho mais consistente e equilibrado.
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