Advogada explica: quem algum destes medicamentos pode ter direito à aposentadoria de até R$ 8.475,55

Remédios usados no tratamento de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais podem fazer parte da rotina de pessoas que, sem saber, têm direito a regras diferenciadas de aposentadoria

Daniella Bruno -
Advogada explica: quem algum destes medicamentos pode ter direito à aposentadoria de até R$ 8.475,55
(Foto: Reprodução)

Milhões de brasileiros utilizam medicamentos para tratar transtornos psicológicos e psiquiátricos. No entanto, poucos sabem que algumas dessas condições podem gerar reflexos também na área previdenciária.

Muitas pessoas acreditam que a aposentadoria da pessoa com deficiência atende apenas quem possui limitações físicas. Entretanto, a legislação prevê uma análise mais ampla.

Dessa forma, alguns transtornos mentais podem permitir o enquadramento no benefício quando provocam limitações duradouras e devidamente documentadas.

O uso desses medicamentos pode indicar um possível direito

Medicamentos como Fluoxetina, Sertralina, Escitalopram, Venlafaxina, Duloxetina e Amitriptilina fazem parte da rotina de milhares de brasileiros.

Em geral, esses remédios são prescritos para condições como ansiedade grave, depressão recorrente, síndrome do pânico e transtorno obsessivo-compulsivo.

No entanto, o uso do medicamento não garante qualquer benefício do INSS.

Isso porque a legislação não analisa apenas o diagnóstico. Na prática, os avaliadores verificam se existe um impedimento de longo prazo capaz de gerar dificuldades reais na vida profissional e social do segurado.

O que o INSS analisa nesses casos?

Para conceder a aposentadoria PcD, o INSS realiza uma avaliação detalhada.

Durante esse processo, os profissionais observam diversos fatores, como histórico médico, tempo de tratamento, relatórios especializados e limitações funcionais.

Além disso, a análise considera os impactos da condição na rotina de trabalho e nas atividades do dia a dia.

Posteriormente, o segurado passa por uma avaliação biopsicossocial. Assim, os peritos conseguem identificar o grau das limitações apresentadas.

Por esse motivo, duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem receber decisões completamente diferentes.

O diagnóstico não é suficiente

Um dos erros mais comuns consiste em acreditar que o diagnóstico garante automaticamente o benefício.

Na realidade, a análise vai muito além do nome da doença.

Em outras palavras, o INSS procura entender como aquela condição afetou a vida da pessoa ao longo dos anos. Além disso, o órgão avalia as barreiras enfrentadas no ambiente profissional e social.

Por exemplo, um segurado com ansiedade severa pode conseguir o reconhecimento da condição. Contudo, ele precisará demonstrar que os sintomas provocaram limitações relevantes e duradouras.

Quais são as vantagens da aposentadoria PcD?

A aposentadoria da pessoa com deficiência possui regras próprias.

Dependendo da avaliação, o segurado pode se aposentar com menos tempo de contribuição do que o exigido na modalidade comum.

Consequentemente, muitos trabalhadores conseguem acessar o benefício mais cedo.

Além disso, o valor da aposentadoria pode alcançar o teto previdenciário vigente. Para isso, o segurado deve cumprir todos os requisitos legais e possuir um histórico contributivo compatível.

A documentação faz diferença

Os documentos costumam ter papel decisivo durante a análise.

Por isso, especialistas recomendam guardar relatórios médicos, receitas, exames e comprovantes de tratamento.

Da mesma forma, registros de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico podem fortalecer o pedido.

Assim, o segurado consegue demonstrar com mais clareza a evolução da condição ao longo dos anos.

Muitos segurados desconhecem esse direito

Diversas pessoas contribuem para o INSS durante décadas sem conhecer essa modalidade de aposentadoria.

Ainda assim, muitos casos só são descobertos após uma análise especializada.

Embora medicamentos como Fluoxetina, Sertralina ou Escitalopram não garantam o benefício, eles podem indicar um histórico clínico que merece atenção.

Por isso, quem convive há anos com transtornos mentais e enfrenta limitações importantes deve buscar orientação profissional.

Conclusão: o que realmente importa para o INSS

O fator decisivo não é o medicamento utilizado nem o diagnóstico isolado.

Em vez disso, o INSS analisa a existência de limitações de longo prazo que criam barreiras significativas na vida profissional e social do segurado.

Portanto, conhecer as regras da aposentadoria PcD pode ajudar muitos trabalhadores a identificar um direito que passa despercebido durante anos.

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Daniella Bruno

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO do Portal 6, em Goiânia. Atua na produção e otimização de conteúdos digitais, com foco em matérias soft sobre comportamento, curiosidades e temas do cotidiano.

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