Tijolo é coisa do passado: casa feita com garrafas PET fica pronta em apenas 2 dias
Pesquisa da UFSC troca alvenaria por painéis com garrafas PET e mira casas populares montadas em até 48 horas, com menos desperdício

Construir uma casa popular em dois dias parece coisa de obra futurista, mas a proposta estudada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) parte de um material bastante comum: garrafas PET descartadas. A chamada Casa PET troca a alvenaria convencional por painéis pré-fabricados, levados ao terreno já prontos para encaixe.
O modelo inicial prevê 39 m², com dois quartos, banheiro e cozinha integrada à sala. Segundo a UFSC, a montagem da estrutura pode ocorrer em cerca de 48 horas, justamente porque os módulos saem fabricados do laboratório para serem posicionados sobre uma base radier.
Como a casa é montada
Em vez de tijolos, os painéis usam colunas de garrafas PET encaixadas no núcleo. Elas recebem concreto e armadura de ferro, formando peças rígidas, mais leves que soluções maciças e com melhor desempenho térmico, conforme os pesquisadores.
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O sistema também reduz improvisos no canteiro. Dados da Pesquisa FAPESP apontam que instalações elétricas e hidráulicas podem ser embutidas durante a fabricação, diminuindo cortes, retrabalho e desperdício na etapa final.
Reciclagem com função estrutural
No Virtuhab, plataforma ligada à UFSC, o método prevê escoramento provisório dos painéis, juntas de cerca de 10 mm e travamento superior com chapa metálica perfurada. A cobertura segue a mesma lógica modular, com painéis horizontais e capeamento em concreto.
Apesar do apelo sustentável, a Casa PET ainda deve ser entendida como proposta técnica de pesquisa, não como solução disponível em larga escala. O projeto, no entanto, aponta um caminho: transformar um resíduo abundante em parte de uma moradia popular, combinando rapidez, padronização e reaproveitamento de material.
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