Rafael Viana, churrasqueiro: “Chamam essas carnes de segunda, mas elas não perdem em nada para as de primeira”
Cortes muitas vezes ignorados podem entregar maciez, sabor e ótimo custo-benefício, desafiando a ideia de que apenas as carnes mais caras garantem um bom churrasco

Escolher uma boa carne para o churrasco nem sempre significa investir nos cortes mais caros do açougue.
Atualmente, especialistas defendem que a qualidade depende de fatores como genética do gado, marmoreio, preparo e seleção da peça. Por isso, muitos cortes considerados “de segunda” conquistam cada vez mais espaço entre os amantes de churrasco.
Além disso, o mercado da carne passou por diversas mudanças nos últimos anos.
- Ele largou a faculdade para limpar janelas com cerca de US$ 100 no bolso e, 18 anos depois, criou uma empresa de faxina que fatura R$ 5 milhões
- Jane Fonda, aos 87 anos: “Levanto às 5h30 e me exercito todos os dias, alternando a parte superior e a inferior do corpo”
- Jorge Anastácio, faz-tudo do bairro: “Porta que range não precisa de óleo de cozinha; um pouco de vela passada na dobradiça resolve na hora”
Enquanto alguns cortes ganharam novos nomes e maior valorização, outros continuam sendo vendidos por preços mais acessíveis, mesmo oferecendo excelente sabor e maciez. Em vídeo publicado no Instagram, o churrasqueiro Rafael Viana apresenta exemplos que, segundo ele, provam essa transformação.
Cortes que surpreendem pela qualidade
Logo no início do vídeo, Rafael destaca a ponta de peito. Segundo ele, quando o corte recebe uma boa seleção, entrega uma carne extremamente saborosa, suculenta e macia, contrariando a fama de ser uma opção inferior.
Em seguida, o churrasqueiro apresenta a fraldinha, corte conhecido pela textura macia. Ele explica que muitos açougues retiram a parte mais gordurosa e comercializam essa porção como Fraldinha Red, justamente por seu elevado padrão de qualidade.
Depois, Rafael mostra o miolo do acém, que ganhou destaque graças ao melhoramento genético do rebanho. Segundo ele, o corte apresenta excelente marmoreio e, em alguns países, recebe nomes mais sofisticados, embora continue sendo o tradicional miolo do acém.
Cortes antes esquecidos ganharam valorização
Outro exemplo citado é a paleta, retirada da região do ombro do boi. Antigamente, muitos consumidores utilizavam esse corte apenas para carne moída ou cozidos.
No entanto, hoje ele aparece em boutiques de carnes com nomes como Shoulder ou Flat Iron, chegando, em alguns casos, a custar mais do que a própria picanha.
Entre os cortes destacados estão:
- ponta de peito;
- fraldinha;
- miolo do acém;
- paleta (Shoulder ou Flat Iron);
- costela.
Por fim, Rafael encerra o vídeo destacando a costela, considerada por ele a grande estrela de qualquer churrasco.
Para o churrasqueiro, quem realmente conhece carne valoriza cortes que unem sabor, maciez e bom custo-benefício, independentemente da classificação tradicional entre carnes de primeira ou de segunda.
Confira mais no post abaixo!
Ver essa foto no Instagram
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








