Aos 17 anos, dois estudantes criam filtro de escapamento com casca de coco e sabugo de milho que corta 93% da poluição e ganha prêmio ambiental
Ideia simples transformou materiais comuns em resultado surpreendente para comunidades

Dois estudantes de 17 anos do condado de Kiambu, no Quênia, conquistaram reconhecimento internacional ao desenvolver um sistema de filtragem de escapamento capaz de reduzir drasticamente a emissão de poluentes.
Batizado de HewaSafi, expressão que significa “ar limpo” em suaíli, o projeto utiliza materiais de baixo custo, como cascas de coco, sabugos de milho, algas e componentes reciclados, para capturar partículas nocivas liberadas por veículos.
A inovação garantiu à dupla a conquista do Prêmio Terra da África, uma das principais competições ambientais voltadas para jovens empreendedores.
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Os criadores, Fredrick Njoroge Kariuki e Miron Onsarigo, alunos da M-PESA Foundation Academy, decidiram buscar uma solução após presenciarem os impactos da poluição do ar na saúde de familiares e moradores de suas comunidades.
Em testes realizados com matatus, os tradicionais micro-ônibus utilizados no transporte coletivo do Quênia, o sistema alcançou redução de 93,3% das partículas PM2,5, consideradas uma das formas mais perigosas de poluição atmosférica por conseguirem atingir os pulmões e a corrente sanguínea.

Fredrick Njoroge Kariuki, à esquerda, e Miron Onsarigo, os inovadores da HewaSafi. (Foto: Imagem cedida por Lemmuel Agina/M-PESA Foundation Academy.)
Tecnologia acessível
Além da expressiva redução das partículas finas, os testes também registraram queda de 42% nas emissões de monóxido de carbono e absorção de 21,4% de dióxido de carbono.
O filtro foi projetado com múltiplos compartimentos, cada um responsável por reter diferentes tipos de poluentes.
A combinação de resíduos agrícolas e materiais reciclados permitiu criar uma alternativa mais barata que os sistemas convencionais disponíveis no mercado.
Outro diferencial do HewaSafi é o custo reduzido. Segundo os desenvolvedores, o protótipo pode ser produzido por cerca de um terço do valor cobrado por filtros semelhantes.
Com o prêmio conquistado, a equipe recebeu recursos para aperfeiçoar a tecnologia e ampliar os testes em veículos de transporte urbano.
A expectativa é que a solução possa contribuir para melhorar a qualidade do ar em cidades com altos índices de poluição, demonstrando como iniciativas estudantis podem gerar impactos reais para a sociedade e para o meio ambiente.
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