Sem dinheiro, eletricista ergue casa em apenas 3 dias com 2.700 garrafas PET por R$ 8 mil e tem parede 30% mais resistente que tijolo
Uma ideia simples transformou dificuldades financeiras em solução admirada por especialistas brasileiros atualmente hoje

Sem recursos para construir uma casa pelo método convencional, o eletricista Antônio Duarte Gomes encontrou uma solução que uniu economia e sustentabilidade.
Morador do município de Espírito Santo, no Rio Grande do Norte, ele desenvolveu uma técnica que utiliza garrafas PET preenchidas com areia e cimento para substituir parte dos tijolos na estrutura das paredes.
A primeira residência foi concluída com cerca de 2.700 garrafas recicladas, custo aproximado de R$ 8 mil e paredes montadas em apenas três dias, reduzindo pela metade o investimento necessário para uma obra semelhante na época.
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A ideia surgiu após Antônio observar um grande volume de garrafas plásticas descartadas e decidir buscar uma forma de reaproveitar o material.
Durante cerca de dois anos, ele realizou testes até chegar ao modelo definitivo, utilizando fôrmas de madeira e aço para posicionar as garrafas antes da concretagem.
Além de diminuir o desperdício de materiais, o sistema permite embutir instalações elétricas e hidráulicas ainda durante a montagem, tornando a execução mais rápida e organizada.
Resistência comprovada
A eficiência da técnica foi avaliada em ensaios realizados no laboratório de concreto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Os testes apontaram que as paredes alcançaram resistência à compressão de aproximadamente 1,94 MPa, cerca de 30% superior ao desempenho médio de blocos cerâmicos convencionais.
O sistema também apresentou bom isolamento térmico e acústico, ajudando a manter os ambientes mais confortáveis em regiões de clima quente.
Modelo sustentável
Com o passar dos anos, a inovação ganhou reconhecimento e já foi aplicada em dezenas de construções no Brasil, incluindo projetos de maior porte.
A técnica também foi patenteada por Antônio Duarte, reforçando o potencial de uma solução criada fora do ambiente acadêmico, mas validada por testes técnicos.
Além da economia financeira, o método contribui para retirar milhares de garrafas PET do meio ambiente, mostrando como criatividade, reaproveitamento de materiais e conhecimento prático podem oferecer alternativas eficientes para a construção civil.
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