Anvisa determina proibição da venda de adoçante famoso no Brasil
Decisão barra comércio, propaganda e uso da alulose, ingrediente ainda não autorizado no país

A promessa era sedutora: um “açúcar raro”, com gosto muito parecido com o do açúcar comum, quase sem calorias e sem impacto relevante na taxa de glicose no sangue. Mas, a partir de uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esse tipo de adoçante passou a enfrentar um freio imediato no país.
Em 22 de dezembro de 2025, a Anvisa determinou a proibição da comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso de produtos à base de alulose em todo o Brasil. A medida atinge todos os lotes do adoçante ligado à empresa Sainte Marie Importação e Exportação, com alcance nacional e efeito direto no mercado de adoçantes.
O principal motivo, segundo o entendimento da Agência, é regulatório: a alulose ainda não integra a lista de substâncias autorizadas para consumo no Brasil. Na prática, isso significa que, mesmo com popularidade crescente, o ingrediente ainda precisa passar pelos trâmites técnicos e científicos exigidos para entrar oficialmente no rol de substâncias permitidas.
A decisão também mexe com o setor. Empresas que vinham comercializando itens com alulose precisam interromper qualquer atividade relacionada ao ingrediente, sob risco de descumprimento da determinação. Para o consumidor, o recado é direto: verificar rótulos e evitar produtos que contenham a substância enquanto a situação não for regularizada.
A Anvisa reforça que a regulamentação busca proteger a saúde pública, garantindo que somente ingredientes avaliados e considerados seguros sejam utilizados em alimentos. Para que um novo ingrediente seja autorizado, as empresas devem apresentar um conjunto robusto de estudos técnicos e científicos, incluindo comprovação de segurança, informações sobre o processo de fabricação e análises sobre possíveis impactos à saúde humana.
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