Servidores federais: novo reajuste salarial começa a valer em abril com aumento e benefícios ampliados
Governo aplica correção de 3,5% nos salários a partir de abril e reestrutura carreira docente com novas classes e melhorias nos auxílios

O novo reajuste dos servidores públicos federais começa a valer em 1º de abril de 2026. A correção de 3,5% faz parte do acordo firmado entre o governo federal e o Proifes-Federação, entidade à qual a Apufsc-Sindical é filiada.
O mesmo acordo já havia garantido um aumento de 9% em janeiro de 2025, totalizando duas etapas de recomposição salarial.
Além do aumento linear, o texto prevê mudanças na estrutura da carreira docente, como a criação de uma classe de entrada e o aumento dos steps, que representam a progressão entre níveis.
Esses percentuais subirão de 4% para 4,5% em 2025 e de 4,5% para 5% em 2026, ampliando o ganho dos professores do Magistério Superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico.
O presidente do Proifes-Federação, Wellington Duarte, destacou que o acordo foi resultado de uma negociação difícil. Segundo ele, as discussões começaram em 2023 e exigiram pressão constante sobre o governo para garantir avanços estruturais.
“Não conseguimos tudo o que queríamos, mas conquistamos muito, inclusive a criação de uma nova classe de entrada”, afirmou.
Os aumentos variam conforme a posição e o tempo de carreira. Um professor titular com doutorado e Dedicação Exclusiva, que recebia R$ 20.530,01 em 2019, passará a receber R$ 26.326,76.
Já um docente no início da carreira, também com doutorado, verá o salário subir de R$ 9.616,18 para R$ 13.753,94. Na prática, os ganhos acumulados chegam a 17,6% para os mais antigos e 31,2% para os ingressantes.
O presidente da Apufsc-Sindical, Bebeto Marques, avalia que o reajuste é positivo, mas ainda insuficiente para recompor as perdas inflacionárias.
Ele reconhece que a medida representa um avanço, mas lembra que o orçamento federal continua limitado pelo arcabouço fiscal e pela alta destinação de recursos para emendas parlamentares.
Em 2026, R$ 80 bilhões foram reservados para investimentos e R$ 61 bilhões para emendas, incluindo verbas originalmente voltadas à educação e à ciência.
Além do aumento nos salários, o governo também corrigiu benefícios pagos aos servidores. O auxílio-alimentação sobe para R$ 1.175, com reajuste de 7,5%.
O auxílio pré-escolar terá teto de R$ 484,90, aumento de 51,05%, e a assistência à saúde suplementar também passará por atualização nos valores.
Mesmo sem recuperar totalmente o poder de compra, o reajuste representa um avanço simbólico para o funcionalismo.
Com novas regras de progressão e benefícios atualizados, o acordo marca o encerramento de um ciclo de negociações iniciado em 2023 e sinaliza a retomada do diálogo entre governo e servidores federais.
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