Fim dos arranhões: Hyundai desenvolve pintura automotiva que se regenera sozinha e pode mudar o mercado

Tecnologia em estudo usa polímeros flexíveis capazes de “fechar” riscos leves sem reparo manual, reduzindo custos e a necessidade de retoques estéticos

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
Nova tecnologia para pinturas da Hyundai
(Imagem: Reprodução/ Captura de tela/ Youtube)

A Hyundai está desenvolvendo uma tecnologia de pintura automotiva capaz de se regenerar sozinha após pequenos arranhões, uma inovação que pode transformar a manutenção estética dos veículos nos próximos anos.

A proposta aparece em pedidos de patente registrados pela montadora e chama atenção pela aplicação prática no dia a dia.

O sistema funciona a partir de um verniz transparente com propriedades autorreparadoras, composto por polímeros flexíveis.

Diferentemente da pintura convencional, esse material consegue reorganizar sua estrutura molecular quando sofre riscos superficiais, permitindo que a área danificada volte gradualmente ao aspecto original.

Na prática, arranhões leves causados por lavagens, galhos, atrito em estacionamentos ou uso cotidiano tendem a desaparecer com o tempo, sem a necessidade de polimento ou intervenção em oficinas.

O processo ocorre em temperatura ambiente, o que dispensa calor externo ou equipamentos especiais.

Segundo as descrições técnicas, o foco da tecnologia não é reparar danos profundos ou amassados, mas preservar a aparência do carro ao longo do uso, reduzindo o desgaste visual que normalmente se acumula com o passar dos anos.

Isso pode representar economia direta para o consumidor e maior valorização do veículo no mercado de revenda.

Embora o conceito de pintura autorregenerativa não seja totalmente novo, a Hyundai avança ao buscar uma solução mais estável, durável e viável para produção em larga escala, algo que ainda limita o uso desse tipo de material na indústria automotiva.

Outro impacto relevante está no setor de reparação automotiva. Caso a tecnologia chegue aos modelos de produção, serviços de funilaria e estética podem ser menos demandados para correções simples, concentrando-se apenas em danos estruturais ou mais severos.

Por enquanto, a montadora não divulgou quando a pintura poderá ser aplicada comercialmente nem quais modelos devem estrear a inovação.

O desenvolvimento ainda está em fase de testes e validação, o que é comum em tecnologias ligadas a materiais e acabamento.

Mesmo assim, a iniciativa reforça a tendência de veículos cada vez mais inteligentes, pensados para reduzir manutenção, custos e desgaste ao longo do tempo.

Se chegar ao mercado, a pintura que se renova sozinha pode deixar os arranhões no passado e mudar a relação dos motoristas com a estética dos carros.

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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