Homem mantém filha bebê como refém e ameaça matá-la em Abadiânia
Suspeito apresentava comportamento agressivo e tentou fugir com a menor; Polícia Militar foi acionada

Uma ocorrência de extrema gravidade mobilizou equipes da Polícia Militar (PM) na tarde deste domingo (11), no Setor Central de Abadiânia, após um pai, em aparente surto psicótico e sob efeito de drogas, manter a própria filha, uma bebê de apenas 7 meses, como refém.
Conforme apurado pelo Portal 6, o suspeito, de 44 anos, se recusava a entregar a criança à mãe, de 29 anos. Testemunhas relataram que o homem apresentava comportamento agressivo, estava bastante agitado e chegou a apertar a criança, além de tentar fugir com o bebê nos braços, mas foi impedido.
A PM foi acionada e compareceu no endereço. Ao chegar ao local, a equipe encontrou o suspeito dentro de um imóvel, segurando a criança e desobedecendo às ordens para que a entregasse. Durante a negociação, o homem passou a ameaçar matar o bebê caso os policiais se aproximassem.
Uma faca de serra estava próximo do suspeito, o que aumentou o risco à integridade da criança. Diante da ameaça iminente à vida do bebê, o comandante da equipe adotou o protocolo de intervenção e efetuou dois disparos direcionados aos membros inferiores do agressor, conseguindo neutralizá-lo.
Após intensa resistência, a criança foi retirada em segurança, sem ferimentos. O suspeito recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado até o Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana).
Durante buscas no local, realizadas com consentimento, os policiais encontraram uma substância análoga à cocaína. A mãe da criança informou que o comportamento violento e as alucinações do homem eram recorrentes, caracterizando um histórico de violência psicológica no ambiente familiar.
As partes envolvidas foram conduzidas à Central de Flagrantes de Anápolis. O homem foi autuado em flagrante por cárcere privado, ameaça e posse de drogas para consumo pessoal, com agravantes previstas na Lei Maria da Penha. O caso segue sob investigação da Polícia Civil (PC).
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