Técnico de enfermagem de Águas Lindas é preso suspeito de matar pacientes em UTI no DF

Jovem é investigado por injetar doses letais de medicamentos e até mesmo desinfetante nas vítimas

Samuel Leão Samuel Leão -
Técnico de enfermagem de Águas Lindas é preso suspeito de matar pacientes em UTI no DF
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa foram presos após mortes de pacientes. (Foto: Reprodução)

Um morador de Águas Lindas de Goiás, de 24 anos, foi preso como o principal suspeito de uma série de crimes bárbaros cometidos dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal.

Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, técnico em enfermagem, é investigado por provocar a morte de pelo menos três pacientes ao injetar doses letais de medicamentos e até mesmo desinfetante nas vítimas.

Além dele, duas técnicas de enfermagem – Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos – também foram detidas por assistir e auxiliar nas ações criminosas, conforme apontaram as imagens do sistema de segurança da unidade de saúde analisadas pela Polícia Civil.

As investigações revelaram um cenário de crueldade contra pacientes que estavam sob cuidados intensivos.

Entre as vítimas identificadas estão um supervisor da Caesb de 63 anos, um carteiro de 33 e uma professora aposentada de 75 anos.

No caso da idosa, o suspeito teria chegado ao extremo de injetar desinfetante em sua veia por mais de dez vezes.

A polícia agora apura outras 20 mortes ocorridas no hospital para verificar se há ligação com o grupo, que foi demitido após uma investigação interna da própria instituição levantar suspeitas sobre as irregularidades.

Os disfarces

Para tentar esconder os rastros, o técnico utilizava a conta de um médico para acessar o sistema do hospital e prescrever substâncias incorretas, que eram retiradas na farmácia e aplicadas nos pacientes.

O disfarce ia além: quando as vítimas entravam em choque ou sofriam paradas cardíacas devido ao veneno, o jovem simulava tentativas de reanimação com massagens cardíacas para não levantar suspeitas da equipe médica.

Segundo as autoridades, as comparsas teriam inclusive vigiado o setor para garantir que ninguém se aproximasse durante as execuções.

Mesmo após ser desligado do Hospital Anchieta, o morador do entorno de Brasília continuou exercendo a profissão e já estava trabalhando em uma UTI Neonatal quando foi localizado pela polícia.

Ao ser preso, ele teria confessado os assassinatos e, de acordo com informações apuradas pelo Portal R7, não demonstrou qualquer sinal de arrependimento.

As outras duas jovens envolvidas são investigadas por negligência e coautoria, uma vez que eram próximas ao suspeito e recebiam instruções dele dentro do setor.

O hospital informou que prestou assistência e explicações transparentes às famílias após o fechamento da auditoria interna.

Os envolvidos, que inicialmente negaram os crimes, acabaram confessando após serem confrontados com as provas em vídeo.

O caso segue sob investigação rigorosa para determinar a real dimensão das atividades do grupo dentro do sistema de saúde.

Até o presente momento, não foi emitido um posicionamento da defesa dos acusados acerca do ocorrido. O espaço segue aberto.

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Samuel Leão

Samuel Leão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, com passagens por veículos como Tribuna do Planalto e Diário do Estado. É mestrando em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado pela Universidade Estadual de Goiás. Passou pela coluna Rápidas. Atualmente, é repórter especial do Portal 6.

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