Seguro-Desemprego tem novos valores em 2026: confira o mínimo e o máximo que quem perde emprego pode receber

Perdeu o emprego? Confira o novo teto de R$ 2.518,65 e as regras para solicitar o benefício atualizado pelo Governo Federal em 2026.

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Seguro-Desemprego tem novos valores em 2026: confira o mínimo e o máximo que quem perde emprego pode receber
(Foto: Rodrigo Estrela/Prefeitura de Aparecida de Goiânia)

Perder o emprego é sempre um baque na rotina, mas saber que existe uma rede de proteção financeira atualizada pode trazer o alívio necessário para recomeçar. Em 2026, o seguro-desemprego já está com valores novos, ajustados pelo Ministério do Trabalho para acompanhar o custo de vida atual.

A mudança nas faixas de cálculo é baseada no acumulado do INPC, garantindo que o benefício não perca o poder de compra. Se você foi demitido sem justa causa este ano, entender essas novas regras é o primeiro passo para organizar o seu orçamento doméstico.

Entenda as novas faixas e o cálculo do benefício

Para quem recebia um salário médio de até R$ 2.222,17, a conta é simples e direta. Basta multiplicar o valor por 0,8 para descobrir quanto será depositado na sua conta mensalmente. Esse cálculo garante que 80% da média salarial seja preservada para os trabalhadores dessa faixa inicial.

Já os profissionais que ganhavam entre R$ 2.222,18 e R$ 3.703,99 entram em uma fórmula um pouco mais complexa.

O sistema soma um valor fixo à metade do que excede a primeira faixa salarial estabelecida. É uma maneira de equilibrar o pagamento para quem possui uma renda intermediária no mercado.

Por fim, para aqueles que tinham um salário médio acima de R$ 3.703,99, o valor do benefício é fixo.

Independentemente de quão alta era a remuneração anterior, o trabalhador receberá o teto máximo estabelecido pelo governo federal. Essa regra visa manter a sustentabilidade do fundo que custeia o amparo ao trabalhador.

A atualização do seguro-desemprego em 2026 foi desenhada para refletir a variação real da inflação no país.

De acordo com a Resolução nº 957 do Codefat, o cálculo agora utiliza rigorosamente essas três faixas principais. Isso evita que o benefício fique defasado em relação aos preços praticados nos supermercados e serviços.

Valores mínimo e máximo estabelecidos para 2026

Uma regra fundamental que continua valendo é que nenhuma parcela pode ser inferior ao salário mínimo nacional. Com o piso fixado em R$ 1.621,00, esse passa a ser o valor base garantido para qualquer segurado. É uma proteção essencial para manter a dignidade mínima durante o período de busca por uma nova vaga.

No topo da pirâmide, o teto do seguro-desemprego em 2026 foi estabelecido em R$ 2.518,65. Esse é o valor máximo que o sistema permite pagar, mesmo para quem ocupava cargos de alta gestão. O reajuste reflete o esforço governamental de manter o auxílio alinhado aos novos tetos da previdência e do mercado.

Saber esses números é o primeiro passo para planejar os próximos meses sem o desespero das dívidas acumuladas. Com as contas em mãos, fica mais fácil focar na qualificação profissional e na busca por novas oportunidades.

O benefício é um direito conquistado e deve ser usado com estratégia por quem está fora do mercado.

As novas regras já estão em pleno vigor e são aplicadas automaticamente pelos sistemas de controle do Ministério do Trabalho. Portanto, o trabalhador não precisa fazer cálculos manuais complexos na hora da demissão. O valor exato aparecerá no sistema assim que o requerimento for processado digitalmente.

Regras de solicitação e o passo a passo digital

Para ter direito ao auxílio, não basta apenas ser demitido sem justa causa; é preciso cumprir períodos de carência específicos.

Na primeira solicitação, por exemplo, o profissional deve ter trabalhado pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses. Já na segunda vez, o prazo exigido cai para 9 meses de carteira assinada.

A partir da terceira solicitação, o trabalhador precisa de apenas 6 meses de trabalho antes da dispensa para garantir o acesso. Além disso, o segurado não pode possuir renda própria suficiente para o sustento da família. A única exceção permitida pela lei é para quem recebe pensão por morte, acumulando os dois valores.

A boa notícia é que a tecnologia acabou com as filas intermináveis nos postos de atendimento físico do antigo Ministério do Trabalho. Hoje, você pode solicitar o seguro-desemprego em poucos minutos pelo portal GOV.BR ou pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital. É um processo rápido, seguro e que pode ser feito do conforto de casa.

Basta estar com os documentos da rescisão em mãos e seguir o passo a passo intuitivo indicado no sistema. Após o envio, o trabalhador pode acompanhar as datas de liberação de cada parcela diretamente pelo celular.

Em 2026, a agilidade digital é a maior aliada de quem precisa de suporte financeiro imediato.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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