Quem come carne tem mais chance de chegar aos 100 anos do que quem não come carne, segundo estudo recente
Pesquisa internacional que analisou padrões alimentares e expectativa de vida aponta associação entre consumo moderado de carne, nutrição adequada e maior longevidade. Especialistas alertam que equilíbrio é o fator decisivo

Um estudo recente reacendeu o debate sobre alimentação e longevidade ao indicar que pessoas que consomem carne de forma regular podem ter maior chance de alcançar idades avançadas, como os 100 anos, em comparação com aquelas que não consomem nenhum tipo de carne.
A pesquisa analisou dados populacionais de diferentes países e cruzou padrões alimentares com expectativa de vida, taxas de mortalidade e acesso a nutrientes essenciais.
Os resultados mostraram que populações com consumo moderado de carne apresentaram, em média, maior longevidade do que grupos com dietas extremamente restritivas.
Segundo os pesquisadores, a explicação não está no consumo excessivo, mas na densidade nutricional.
A carne é fonte importante de proteínas de alto valor biológico, ferro, zinco, vitamina B12 e outros micronutrientes fundamentais para a manutenção da massa muscular, do sistema imunológico e das funções neurológicas ao longo do envelhecimento.
O estudo também aponta que dietas sem carne exigem planejamento rigoroso para evitar deficiências nutricionais, especialmente em idosos.
A falta prolongada de determinados nutrientes pode contribuir para perda muscular, fragilidade óssea, anemia e declínio cognitivo, fatores que impactam diretamente a expectativa e a qualidade de vida.
Especialistas ouvidos pelos autores ressaltam que os dados não significam que vegetarianos ou veganos terão vida mais curta, mas indicam que dietas restritivas mal planejadas podem trazer riscos ao longo dos anos.
O fator decisivo, segundo a pesquisa, é o equilíbrio alimentar aliado a acesso à saúde, atividade física e condições socioeconômicas estáveis.
Outro ponto destacado é que populações longevas costumam combinar consumo moderado de carne com outros hábitos saudáveis, como ingestão elevada de vegetais, frutas, grãos, sono regular e baixo nível de estresse.
Ou seja, a carne aparece como parte do conjunto, não como elemento isolado.
Os autores reforçam que o estudo mostra uma associação, e não uma relação direta de causa e efeito.
Ainda assim, os dados contribuem para o debate sobre longevidade e reforçam a importância de uma alimentação variada, rica em nutrientes e adaptada às necessidades de cada fase da vida.
No fim, a pesquisa sugere que excluir completamente grupos alimentares sem orientação adequada pode não ser a melhor estratégia para quem busca envelhecer com saúde.
Mais do que seguir dietas radicais, o caminho para uma vida longa parece estar no equilíbrio, na diversidade alimentar e em hábitos sustentáveis ao longo dos anos.
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