Carros híbridos e elétricos podem andar em enchentes? Entenda os riscos

Uma situação comum nas cidades pode trazer consequências técnicas pouco conhecidas pelos motoristas

Magno Oliver Magno Oliver -
Carros híbridos e elétricos podem andar em enchentes? Entenda os riscos
(Foto: Captura de tela / Youtube)

O crescimento da fabricação e circulação de veículos híbridos e elétricos transformou a mobilidade urbana, trazendo eficiência energética, redução de emissões e novos padrões de engenharia automotiva.

No entanto, episódios recorrentes de chuvas intensas e alagamentos nas grandes cidades levantam uma dúvida técnica importante: esses veículos foram projetados para enfrentar enchentes da mesma forma que os modelos a combustão?

De acordo com as notas técnicas publicadas pelas montadoras das principais marcas do mercado, veículos híbridos e elétricos passam por testes rigorosos de vedação e segurança elétrica.

As baterias de alta voltagem, cabos e conectores são isolados e selados para evitar contato direto com água, atendendo a padrões internacionais de proteção. Isso significa que respingos, chuva intensa e poças rasas fazem parte do cenário previsto em projeto.

O problema surge quando o nível da água ultrapassa os limites considerados seguros pela engenharia automotiva. As fabricantes são unânimes ao alertar que nenhum veículo elétrico, híbrido ou a combustão é projetado para trafegar em áreas alagadas.

Em enchentes, a água pode atingir componentes críticos como inversores, módulos eletrônicos, motores elétricos e sistemas de gerenciamento da bateria, comprometendo seu funcionamento.

Nos modelos eletrificados, o risco não está apenas no dano material. Apesar de os sistemas contarem com dispositivos de desligamento automático em caso de falha, a submersão prolongada pode gerar curtos internos, corrosão acelerada e perda definitiva da bateria, que é o componente mais caro do veículo.

Por esse motivo, as montadoras orientam que qualquer contato com água acima do assoalho exige inspeção técnica especializada.

Outro ponto destacado pelas notas técnicas é que danos causados por enchentes geralmente não são classificados como defeitos de fabricação. Na prática, isso significa que reparos decorrentes de alagamentos podem não ser cobertos pela garantia, justamente por se tratarem de eventos fora das condições normais de uso previstas no manual do proprietário.

A recomendação é preventiva: ao se deparar com vias alagadas, a orientação é não avançar, independentemente do tipo de motorização.

A tecnologia embarcada nos veículos eletrificados oferece altos níveis de segurança em condições normais, mas enchentes representam um cenário extremo, capaz de comprometer sistemas sensíveis e gerar prejuízos significativos ao proprietário.

Confira mais detalhes de uma situação exemplo:

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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