Aos 80 anos, idoso mora sozinho em barraco de taipa no sertão, tira água do poço para sobreviver e cozinha no fogão a lenha
Rotina simples, marcada pela resistência e pela falta de estrutura, revela um Brasil que ainda vive longe do básico, e emociona quem conhece a história

No coração do sertão, onde o tempo parece correr em outro ritmo, um idoso de 80 anos enfrenta a vida sozinho em um barraco de taipa, feito de barro e madeira, do jeito que as famílias antigas aprenderam a construir para vencer o calor e a seca.
A moradia é pequena, simples e marcada por sinais do tempo, mas é ali que ele mantém sua rotina, mesmo sem o conforto que hoje é comum em grande parte do país.
Para ter água em casa, ele depende de um poço rústico da região.
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Em dias de sol forte, sai cedo, carrega recipientes e volta devagar, garantindo o mínimo para beber, cozinhar e se lavar.
A água é usada com cuidado, sem desperdício. Para quem vive nas cidades, o gesto pode parecer distante; para ele, é questão de sobrevivência e repetição diária.
Na cozinha, nada de gás ou fogão moderno: o almoço e o café são feitos no fogão a lenha, que exige trabalho antes mesmo de a comida começar a sair.
Ele precisa buscar madeira, preparar o fogo e controlar a chama no improviso, como aprendeu ao longo da vida.
O método antigo também é o mais acessível para quem está longe de estrutura e precisa se adaptar ao que existe ao redor.A história dele, porém, também escancara os desafios que a vida no sertão cearense ainda apresenta.
A região costuma enfrentar longos períodos de seca e calor intenso, o que torna a água um recurso precioso e, muitas vezes, difícil de conseguir.
Além disso, comunidades mais afastadas lidam com estradas ruins, transporte limitado e acesso irregular a serviços essenciais, como saúde, assistência social e manutenção básica de moradias.
Para idosos, o peso é ainda maior: a distância, a solidão e a falta de apoio constante transformam tarefas simples, como buscar água, cozinhar e cuidar da casa em uma batalha diária.
Mesmo assim, ele não está completamente invisível. Vizinhos costumam aparecer, perguntam se está tudo bem, levam um alimento ou ajudam em pequenas necessidades.
A repercussão da história, ao mostrar uma realidade ainda presente no interior do Brasil, reacende um debate que vai além da emoção: o acesso ao básico à água, moradia digna e assistência, ainda é uma promessa distante para muita gente no sertão.
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