Especialistas alertam para o vírus Nipah, que tem potencial para causar uma nova pandemia
Um velho conhecido da ciência volta a preocupar autoridades internacionais

Autoridades de saúde e pesquisadores internacionais voltaram a chamar atenção para o vírus Nipah, um patógeno zoonótico identificado no fim da década de 1990 e considerado um dos mais perigosos do mundo.
Classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um vírus prioritário, o Nipah apresenta alta taxa de letalidade e potencial de disseminação, o que mantém especialistas em constante estado de alerta.
O vírus foi identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto na Malásia, e desde então reapareceu em países do Sul e Sudeste Asiático, como Bangladesh e Índia.
A transmissão ocorre inicialmente de animais para humanos, principalmente por meio de morcegos frugívoros, mas há registros comprovados de transmissão entre pessoas, fator que aumenta o risco de surtos mais amplos.
Do ponto de vista clínico, a infecção pelo Nipah pode causar sintomas respiratórios e neurológicos graves, incluindo encefalite aguda.
A taxa de mortalidade varia entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade de resposta do sistema de saúde local.
Atualmente, não há vacina aprovada nem tratamento antiviral específico, o que reforça a preocupação das autoridades sanitárias.
Especialistas destacam que, embora o vírus ainda não tenha se espalhado globalmente, reúne características que exigem vigilância permanente: alta letalidade, origem animal, possibilidade de mutação e transmissão humana.
Por isso, o Nipah integra a lista de patógenos monitorados pela OMS e por centros de controle de doenças, como o CDC (Centers for Disease Control and Prevention).
O risco de uma pandemia não significa que ela seja inevitável, mas sim que medidas preventivas são essenciais.
Monitoramento epidemiológico, controle de zoonoses, transparência na notificação de casos e investimentos em pesquisa são apontados como fundamentais para evitar que surtos localizados se transformem em crises globais, como ocorreu em pandemias recentes.
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