Construída pelos Matarazzo em 1950, mansão de Silvio Santos no Guarujá se inspira em posto de gasolina alemão
No Jardim Virgínia, um casarão de linhas pouco comuns virou marco visual da cidade: nasceu com os Matarazzo, bebeu da arquitetura europeia e, décadas depois, passou a carregar o nome do comunicador

Na esquina, onde muita gente diminui a marcha só para olhar de novo, existe uma mansão que parece ter sido pensada para provocar perguntas.
No bairro Jardim Virgínia, em Guarujá, uma casa de aparência incomum atravessou gerações — e, com o tempo, ganhou um apelido definitivo: “a mansão do Silvio Santos”.
Porém, a história da mansão começa antes de qualquer ligação com a televisão.
A construção é atribuída ao período de expansão urbana do município, por volta de 1950, e o projeto original pertence à família Matarazzo, um dos grandes nomes da elite industrial brasileira do século XX.
O que transformou o imóvel em assunto não foi somente o sobrenome dos primeiros donos, mas, principalmente, a referência arquitetônica utilizada, que veio de um posto de gasolina alemão.
Essa influência aparece diretamente nas linhas que dão forma à construção, que foge dos padrões.
Mesmo sem tombamento oficial por órgãos de preservação, a mansão acabou virando uma referência urbana.
Ainda assim, o endereço virou parte do imaginário local — pela curiosidade arquitetônica e pela associação com o empresário e apresentador que marcou a cultura popular brasileira.
Décadas depois, a mansão permanece como testemunha de um capítulo que une indústria, arquitetura e televisão na mesma paisagem.
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