Bolsa Família: projeto do governo quer pagar R$ 1.800 a quem ingressar no mercado de trabalho

Proposta prevê auxílio de R$ 300 por até seis meses a famílias do Bolsa Família que conseguirem emprego formal

Gustavo de Souza -
Bolsa Família: projeto do governo quer pagar R$ 1.800 a quem ingressar no mercado de trabalho
(Foto: Reprodução/Lyon Santos/Agência Brasil)

Beneficiários do Bolsa Família que conseguirem emprego com carteira assinada poderão receber um apoio extra de até R$ 1.800. A proposta cria um auxílio temporário para a fase em que a renda aumenta e o benefício federal pode ser reduzido ou encerrado.

O texto foi protocolado pela Prefeitura de Criciúma (SC) e está em análise na Câmara de Vereadores. A ideia é funcionar como um “complemento” por tempo limitado, sem substituir o Bolsa Família.

O que prevê o projeto e como funcionaria o pagamento

O projeto cria o Programa de Renda e Oportunidade Municipal para Ocupação, Valorização e Emprego (Promove). Pelo que foi apresentado, o município pagaria R$ 300 por mês, por até seis meses, totalizando R$ 1.800 por família.

A proposta prevê atendimento de até mil famílias e tem como foco o período de “transição” após a contratação formal. Nessa fase, a família pode perder parte do benefício federal, mas ainda sentir instabilidade até reorganizar o orçamento.

Além do repasse financeiro, o programa incluiria acompanhamento socioassistencial e estímulo à qualificação profissional, com a meta de reduzir o risco de retorno à vulnerabilidade.

Quem teria direito e em quais casos o auxílio seria suspenso

Para receber o apoio, o projeto estabelece critérios como manter vínculo de emprego formal, residir em Criciúma, estar no CadÚnico e se enquadrar na regra de proteção do Bolsa Família, além de comprovar participação ou frequência em cursos de qualificação reconhecidos pelo município.

A suspensão também está prevista caso o beneficiário perca o emprego e volte a receber o Bolsa Família integralmente.

Na justificativa, o prefeito Vagner Espíndola afirma que a entrada no mercado formal pode gerar um período inicial de instabilidade e que a proposta busca reforçar a “porta de saída” com apoio temporário e regras claras.

Tramitação na Câmara e próximos passos

O projeto foi apresentado aos vereadores e iniciou tramitação, com análise nas comissões antes de ir a voto em plenário. Se aprovado, o Promove passa a depender de regulamentação e execução pelo município.

Como se trata de uma iniciativa municipal, as regras e o alcance do benefício valem para Criciúma e podem ser ajustados durante a discussão legislativa.

Até a votação, a proposta segue em debate na Câmara, e a Prefeitura defende que o programa não concorre com o Bolsa Família, atuando apenas como apoio temporário durante a transição para o emprego formal.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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