Impasse adia remoção do mogno icônico de quase sete décadas em Goiânia; entenda

Devido ao tamanho e idade, a árvore já vinha apresentando sinais de risco de tombamento

Ícaro Gonçalves -
Mogno esteve consistente em meio a diversas mudanças na capital. (Foto: Google Street View)
Mogno esteve consistente em meio a diversas mudanças na capital. (Foto: Google Street View)

O trabalho de remoção do gigantesco mogno da Rua 20, em Goiânia, ainda segue sem uma data definitiva. Como noticiado pelo Portal 6, a primeira etapa ocorreria nos dias 21 e 22 de fevereiro, mas precisou ser adiado devido a impasse envolvendo a rede elétrica.

A árvore, que tem quase 70 anos de existência, fica em frente à Casa da Memória da Justiça Federal em Goiás, na Rua 20, no Setor Central de Goiânia.

Devido ao tamanho e idade, o mogno já vinha apresentando sinais de risco de tombamento, com inclinação progressiva de ramos em direção à via pública, presença de galhos mortos, além de baixa densidade da madeira.

O comprometimento estrutural foi confirmado em duas análises técnicas, uma promovida pela Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG) e outra Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).

Para a remoção da árvore, o trabalho prevê atuação em conjunto da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e da Equatorial Goiás, com a desenergização dos fios e cabos que passam pelo local.

A segunda etapa ocorreria no dia 28 de fevereiro, e a etapa final nos dias 1º, 7 e 8 de março. Mas com o impasse o cronograma deve sofrer alteração.

Em nota à imprensa, a Equatorial Goiás informou que se reuniu na última terça-feira (24), com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para tratar da retirada do mogno.

“A distribuidora esclarece que está analisando, em conjunto com a Comurg, a melhor forma de contribuir com a execução do serviço, observando os critérios técnicos e de segurança necessários”, informou em nota.

Ainda segundo a concessionária, os trabalhs já previstos para a última etapa seguem confirmados. No dia 07 de março está prevista a descida da rede e a desenergização, e no dia 08 de março ocorrerá apenas a desenergização.

A reportagem entrou em contato com a Comurg, questionando sobre o que motivou o adiamento do início da remoção e sobre o que foi definido na reunião de terça (24) com a Equatorial Goiás. O espaço para posicionamento segue aberto.

História

O espécime tem quase 70 anos de idade e foi plantado por estudantes da então Faculdade de Direito do Estado de Goiás, como forma de protesto contra o desmatamento da espécie no Norte do estado, atual Tocantins.

Desde então, cresceu ao lado do prédio histórico que já sediou a primeira Reitoria da UFG, o Repositório de Música da instituição e, atualmente, abriga a Casa da Memória da Justiça Federal em Goiás.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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