Governo anuncia benefício para brasileiros conquistarem a casa própria com orçamento recorde de R$ 180 bilhões
Nova Faixa 4 amplia acesso ao tradicional benefício para famílias de renda média, com financiamento de até R$ 500 mil

O governo federal anunciou uma nova etapa de um tradicional benefício, com investimento de R$ 180 bilhões e um foco claro: ampliar o alcance do programa para além da habitação popular, chegando também a famílias de renda média.
A principal novidade do Minha Casa, Minha Vida é a criação da Faixa 4, que passa a atender famílias com renda bruta mensal de até R$ 12 mil.
O objetivo declarado pelo governo é acelerar contratações e ajudar a destravar o acesso ao financiamento para quem não se enquadrava nas faixas anteriores, mas também enfrentava barreiras no crédito tradicional.
Quem entra na nova Faixa 4
A Faixa 4 (também chamada de “Minha Casa, Minha Vida – Classe Média”) foi aprovada no âmbito do Conselho Curador do FGTS e é voltada, segundo o governo, para famílias com renda acima de R$ 8 mil até R$ 12 mil.
Nessa modalidade, o programa permite financiar imóveis novos ou usados de até R$ 500 mil, com taxa de juros nominal de 10% ao ano. A expectativa divulgada à época da aprovação era beneficiar cerca de 120 mil famílias ainda em 2025.
Como funciona
Diferente das faixas mais baixas, a Faixa 4 não é apresentada como um modelo centrado em subsídios diretos, mas como uma linha de crédito para ampliar o acesso ao financiamento com regras específicas do programa.
O desenho financeiro informado pelo governo prevê que parte dos recursos venha do FGTS, combinada com recursos de instituições financeiras habilitadas, para aumentar o alcance da nova linha de crédito.
Metas até 2026 e reforço no FGTS
Com o redesenho do benefício e mais recursos, a meta do governo é contratar 3 milhões de unidades habitacionais até o fim de 2026, segundo declarações do Ministério das Cidades.
Para 2026, o governo também cita orçamento do FGTS “da ordem de R$ 144,5 bilhões” para habitação e medidas de reajuste de valores financiáveis, dentro do esforço de acelerar as contratações.
Efeitos no mercado e pontos de atenção
Em meio à ampliação, o setor imobiliário tem atribuído ao programa parte relevante do desempenho recente: no quarto trimestre de 2025, o Minha Casa, Minha Vida respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no país, segundo dados divulgados pela CBIC e repercutidos na imprensa.
Mesmo com a expansão, especialistas alertam que o consumidor deve comparar custo efetivo total do financiamento, condições do banco e capacidade de pagamento. A promessa do governo é ampliar o público atendido sem tirar o foco das faixas de menor renda, que seguem como prioridade do benefício.
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