Anvisa determina retirada imediata de palmitos dos mercados brasileiros

Autoridade sanitária reforça aos consumidores para redobrarem a atenção nas compras ao saírem de casa

Magno Oliver Magno Oliver -
Anvisa determina retirada imediata de palmitos dos mercados brasileiros
(Foto: Captura de tela / Youtube / Canal casa e sabores)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada imediata de palmitos em conserva da marca Palmito Lemos do mercado brasileiro.

A decisão foi publicada na última segunda-feira (02), após inspeção sanitária identificar irregularidades na empresa responsável pela fabricação do produto. A medida inclui apreensão e proibição de comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo.

De acordo com a agência reguladora, a fiscalização ocorreu no dia 11 de fevereiro na sede da BR Indústria de Alimentos, localizada no município de Pariquera-Açu, no interior de São Paulo.

Durante a vistoria, os agentes constataram que a empresa operava sem licença sanitária válida e não apresentou documentação que comprovasse a adoção de boas práticas de fabricação, exigência básica para indústrias do setor alimentício.

A inspeção identificou as irregularidades, o relatório técnico foi elaborado e, posteriormente, a Anvisa publicou a medida cautelar determinando a retirada imediata dos produtos do mercado.

Segundo a agência, quando há risco potencial à saúde ou descumprimento das normas sanitárias, a suspensão é aplicada de forma preventiva até que a situação seja regularizada.

O objetivo é proteger o consumidor e evitar possíveis danos decorrentes de falhas no controle de qualidade.

Além dos palmitos, a Anvisa também suspendeu a comercialização de um suplemento alimentar melatonina sublingual em gotas (sabor maracujá) da empresa Vita BE Cosméticos  por questões relacionadas à segurança e propaganda irregular.

No caso dos palmitos, a agência reforça que consumidores que tenham adquirido o produto devem interromper o uso e podem procurar os órgãos de defesa do consumidor para orientações.

No segundo caso, o suplemento alimentar da empresa Vita BE Cosméticos teve a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso suspensos.

A agência identificou que o produto era fabricado com um ingrediente não avaliado quanto à segurança para uso sublingual. Além disso, a fiscalização constatou a veiculação de alegações não aprovadas pela Anvisa na propaganda, como regulação do sono e prevenção da insônia.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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