Fim da escala 6×1: CEO do Assaí Atacadista fala sobre a mudança na escala de trabalho

Debate sobre o fim da escala 6x1 ganha força no país e reacende discussão sobre mudanças na jornada de trabalho

Layne Brito -
Fim da escala 6x1
(Foto: Reprodução/ Divulgação/Assaí Atacadista)

A discussão sobre o possível fim da escala 6×1 voltou a ganhar força e já mexe com um dos setores que mais dependem de turnos e funcionamento contínuo: o varejo.

Para quem trabalha em supermercados e atacarejos, a jornada é parte do cotidiano e qualquer mudança nas regras tende a provocar uma reação em cadeia, com reflexos na rotina dos funcionários, na operação das lojas e no custo do serviço ao consumidor.

Nesse cenário, o CEO do Assaí Atacadista, Belmiro Gomes, comentou a possibilidade de alterações no modelo atual e afirmou que a empresa seguirá o que for definido em lei.

Ao mesmo tempo, defendeu que o debate seja conduzido com foco em soluções viáveis para realidades diferentes, sem impor um único formato a todos os segmentos.

Na visão do executivo, o mercado de trabalho está passando por transformações rápidas, com crescimento de novas formas de contratação e maior interesse por arranjos que ofereçam flexibilidade.

Ele sustenta que, qualquer que seja o caminho adotado, é necessário garantir regras claras e previsíveis, capazes de proteger o trabalhador e, ao mesmo tempo, permitir que empresas mantenham a capacidade de organizar escalas e atender a demanda.

A discussão, no entanto, envolve pontos sensíveis.

Defensores do fim da 6×1 argumentam que mais descanso pode melhorar a qualidade de vida e reduzir impactos físicos e mentais, especialmente em atividades repetitivas e de alta carga horária.

Já críticos apontam que mudanças bruscas podem elevar custos e exigir reestruturação, com efeitos sobre contratações, turnos e funcionamento de serviços essenciais.

Com o tema em evidência, a tendência é que o debate avance com pressão de diferentes lados.

E, enquanto propostas ganham espaço, a fala do comando de uma das maiores redes do país reforça o recado central: se a regra mudar, o setor terá de se adaptarmas a disputa real será sobre como fazer isso sem criar novos problemas no caminho.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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