Lei Federal propõe proibir criação de polvos em fazendas nesses países
Projeto de lei deste país busca barrar a criação intensiva de polvos e reforça tendência global de proteção ao bem-estar animal

A criação intensiva de polvos pode ganhar um novo obstáculo na América Latina. Um projeto apresentado no Senado deste país propõe alterar a Lei Geral de Pesca e Aquicultura Sustentáveis para proibir a criação de cefalópodes no país, grupo que inclui polvos, lulas, chocos e náutilos.
A proposta foi apresentada pela senadora Maki Esther Ortiz Domínguez (PVEM) e conta com apoio de organizações internacionais voltadas ao bem-estar animal e à proteção dos oceanos. Caso seja aprovada, a legislação colocará o México entre os países que tentam impedir o avanço dessa indústria antes mesmo de sua expansão comercial.
Debate envolve ciência e bem-estar animal
O principal argumento por trás do projeto é científico. Estudos indicam que os cefalópodes possuem alta capacidade cognitiva, sendo capazes de sentir dor, medo e estresse. Esse perfil biológico levanta questionamentos sobre a possibilidade de criá-los em ambientes confinados sem causar sofrimento significativo.
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A discussão ganhou força após experiências de aquicultura apontarem dificuldades em manter os animais em cativeiro, incluindo altas taxas de mortalidade e comportamentos agressivos associados ao confinamento.
Tendência internacional de restrições
O movimento para restringir a criação de polvos não ocorre apenas no México. Nos Estados Unidos, estados como Washington e Califórnia já aprovaram leis que proíbem a aquicultura desses animais para consumo humano.
Além do bem-estar animal, os críticos da prática apontam impactos ambientais. Como os polvos são carnívoros, sua criação depende de grandes quantidades de proteína marinha, o que pode aumentar a pressão sobre estoques pesqueiros.
Se aprovado, o projeto mexicano pode consolidar uma tendência internacional: impedir que uma nova indústria se desenvolva antes que seus impactos ecológicos e éticos se tornem irreversíveis.
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