Anápolis registra primeiro caso de febre Oropouche em Goiás; saiba mais sobre a doença

Secretaria de Estado da Saúde afirmou estar monitorando áreas de risco e intensificando ações para combater transmissão da enfermidade

Augusto Araújo Augusto Araújo -
Anápolis registra primeiro caso de febre Oropouche em Goiás; saiba mais sobre a doença
Visão aérea da região Central de Anápolis. (Foto: Bruno Velasco)

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) confirmou o primeiro caso de febre Oropouche em Goiás. O paciente é um homem adulto, morador de Anápolis, e o caso foi classificado como autóctone — ou seja, com transmissão local.

De acordo com a investigação da vigilância epidemiológica, o paciente procurou atendimento no dia 24 de março com suspeita inicial de dengue, apresentando sintomas como febre, tontura e exantema.

Após exames laboratoriais realizados pelo Laboratório Estadual de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen), foi confirmada a infecção por Oropouche. O quadro foi leve e o paciente evoluiu para cura.

O que é a febre Oropouche?

Os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos da dengue, incluindo dor de cabeça intensa, febre, dores musculares, náusea e diarreia.

A transmissão ocorre principalmente por meio do inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, cuja presença já foi identificada no município.

Inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é o principal vetor da febre Oropouche. (Foto: Coleção de Ceratopogonidae do IOC/Fiocruz)

Inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é o principal vetor da febre Oropouche. (Foto: Coleção de Ceratopogonidae do IOC/Fiocruz)

Um dos diferenciais da doença é a alta taxa de recidiva: em até 60% dos casos, os sintomas podem retornar após melhora inicial, geralmente entre uma e duas semanas. Contudo, não há tratamento específico –  o manejo é feito com base nos sintomas.

A subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, destacou que não há motivo para pânico, mas reforçou a importância da prevenção. “É essencial eliminar criadouros e adotar medidas de proteção individual”, afirmou.

Entre as recomendações estão o uso de repelentes, roupas de manga longa, mosquiteiros e telas de proteção. No caso do maruim, é importante também evitar o acúmulo de matéria orgânica, como folhas e restos de alimentos, que podem servir de criadouro.

Por fim, as equipes de saúde de Anápolis seguem monitorando áreas de risco e intensificando ações integradas de vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental para conter a disseminação do vetor.

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Augusto Araújo

Augusto Araújo

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, é editor do Portal 6. Já atuou em veículos como o Jornal Opção e tem experiência em assessoria de comunicação. Apaixonado por esportes, preza pela apuração rigorosa, pela clareza na informação e pelo compromisso com o interesse público.

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