Reflexão do dia, sobre amadurecimento: “Toda criança sonha em ser adulta, e todo adulto sonha em voltar a ser criança de novo.”
Entre boletos, cobranças e responsabilidades, crescer também é aprender a valorizar o colo da mãe, os amigos, as pequenas alegrias e a leveza que parecia tão comum na infância

Quando a gente é criança, crescer parece ser a melhor coisa do mundo.
A vontade é ter o próprio dinheiro, sair sem pedir, tomar as próprias decisões e finalmente viver sem alguém dizendo o que pode ou não pode fazer.
Só que ninguém avisa direito sobre o outro lado.
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A vida adulta chega com contas, boletos, trabalho, cobranças, preocupações com o futuro, medo de perder quem a gente ama e aquela sensação de que sempre existe alguma coisa para resolver.
Tem dia em que tudo o que a gente queria era não precisar decidir nada.
Só deitar no colo da mãe, ouvir que vai ficar tudo bem e esquecer por alguns minutos que agora somos nós que precisamos dar conta da própria vida.
Talvez seja por isso que algumas coisas simples ganham tanto valor depois que a gente cresce.
Voltar a jogar bola com os amigos, rir até a barriga doer, comer alguma coisa que lembra a infância, passar uma tarde sem olhar o relógio ou simplesmente ficar perto de quem faz a gente se sentir em casa.
A vida adulta também tem suas felicidades.
Tem a liberdade que a gente tanto queria, o orgulho de conquistar as próprias coisas, de poder ajudar quem um dia cuidou da gente e de perceber que alguns sonhos de criança realmente viraram realidade.
Mas amadurecer talvez seja entender que crescer não significa deixar de sentir saudade do tempo em que a felicidade cabia em muito pouco.
“Toda criança sonha em ser adulta, e todo adulto sonha em voltar a ser criança de novo.”
No fim, a reflexão é justamente essa: a criança quer crescer porque ainda não conhece o peso da vida adulta, e o adulto quer voltar porque finalmente aprendeu o valor daquilo que parecia simples demais para ser importante.
Talvez a saída não seja querer voltar no tempo, mas aprender a levar um pouco da infância com a gente.
Continuar procurando o colo da mãe quando for possível, jogar bola de vez em quando, rir sem motivo e não deixar que as responsabilidades ocupem todos os espaços da vida.
Porque amadurecer não deveria significar perder a leveza.
Deveria significar aprender a protegê-la.
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