Carteira de Trabalho Digital ganha função que mostra quanto do salário pode ir para o consignado: veja como consultar

Aplicativo passou a detalhar a margem disponível antes da contratação, permitindo ao trabalhador visualizar o limite mensal que pode ser comprometido

Carteira de trabalho
(Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Quem tem carteira assinada ganhou uma forma mais simples de descobrir quanto do salário pode ser comprometido com o Crédito do Trabalhador. A Carteira de Trabalho Digital passou a mostrar, na área de empréstimos, o cálculo da margem consignável, valor que define o limite máximo da parcela descontada diretamente na folha.

Pelas regras atuais, o consignado pode comprometer até 35% da remuneração disponível. Esse percentual não é aplicado diretamente sobre o salário bruto, porque o cálculo considera descontos obrigatórios, como INSS e Imposto de Renda, além de outras deduções previstas nas regras do programa.

Como consultar no aplicativo

O primeiro passo é abrir a Carteira de Trabalho Digital e entrar com a conta gov.br. Na tela inicial, o trabalhador deve acessar a área “Empréstimos”, onde ficam os serviços relacionados ao Crédito do Trabalhador.

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Ao iniciar uma simulação, o aplicativo utiliza as informações trabalhistas registradas nas bases do governo para calcular a margem disponível. A versão atual também apresenta informações sobre o limite da parcela, permitindo que o usuário saiba quanto pode ser descontado mensalmente antes de solicitar propostas aos bancos.

Depois, é possível informar o valor desejado e o número de parcelas, autorizar o compartilhamento dos dados necessários e solicitar ofertas às instituições financeiras participantes.

Limite pode ser menor que 35% do bruto

Um trabalhador com salário bruto de R$ 4 mil, por exemplo, não deve simplesmente calcular 35% desse valor e concluir que pode assumir uma parcela de R$ 1,4 mil.

O Ministério do Trabalho explica que primeiro é necessário chegar à chamada remuneração disponível. Em um exemplo oficial, salário de R$ 4 mil, após R$ 600 em descontos considerados no cálculo, resulta em R$ 3,4 mil disponíveis. Nesse caso, a margem máxima seria de R$ 1.190 por mês.

Valor pode variar durante o contrato

A margem apresentada no momento da contratação também não garante que aquele mesmo valor possa ser descontado integralmente todos os meses. Faltas, férias e alterações na remuneração podem reduzir temporariamente a quantia disponível.

Se o limite mensal ficar menor que a parcela prevista, o empregador só poderá descontar o valor permitido naquele mês, e o trabalhador deverá verificar com a instituição financeira como ficará a diferença.

Por isso, enxergar a margem no aplicativo ajuda a entender o teto permitido, mas não significa que seja recomendável comprometer todo o valor disponível. Antes de fechar o contrato, também vale comparar taxa de juros, prazo e Custo Efetivo Total (CET).

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Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.