Executivo da Urban nega demissões e alerta que paralisação de motoristas geraria “colapso na cidade”
Pandemia do novo coronavírus também reduziu drasticamente o número de passageiros e gerou prejuízos à empresa
A Urban, desde o início de 2020, tem adotado estratégias para tentar sobreviver a uma forte crise econômica e à ampla concorrência dos transportes por aplicativos. Uma delas é a extinção da função dos cobradores.
A pandemia do novo coronavírus também reduziu drasticamente o número de passageiros. Isso gerou prejuízos à empresa e uma pesquisa foi feita junto aos funcionários para saber quem gostaria de se desligar voluntariamente.
Ao Portal 6, o diretor jurídico do Grupo São José do Tocantins e dono da Urban, Carlos Leão, contou que a empresa tem atualmente 250 cobradores e muitos preferem a demissão, uma vez que a empresa tem investido na bilhetagem eletrônica e o cargo será extinto.
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“Nós não esperávamos ter uma adesão tão grande, acho que está todo mundo em uma situação muito delicada. Agora vamos avaliar o caixa e se formos efetivar a demissão [daqueles que optarem por isso], vamos pagar o acerto”, disse.
“Não há demissão. O que está ocorrendo é uma pesquisa de manifestação de vontade de cobradores a fim de saber quem deles deseja se desligar da empresa. Ou seja, um levantamento inicial da situação para a adoção de eventuais providências”, acrescentou.
Paralisação
Motoristas da Urban, que preferem não ser identificados, procuraram a reportagem do Portal 6 na tarde desta terça-feira (07) para avisar que pretendem fechar as garagens da empresa na madrugada de quarta (08) e não trabalhar durante todo o dia.
A motivação dos trabalhadores seria o fato de que a empresa dividiu o salário de março em duas parcelas e ainda não realizou o pagamento do ticket de alimentação.
Questionado, Carlos disse que o sistema do transporte coletivo vive um momento tão crítico que possui apenas 25% de receita e mal consegue bancar o combustível dos ônibus.
“Diante da crise, foi pago o vale aos funcionários no último dia 20. Ninguém imaginava um caos assim. Agora eles estão recebendo parte do salário de março (50%) e a outra parte (50%) tem previsão de ser paga até o final da outra semana”, contou.
Já sobre o ticket de alimentação e a possível paralisação dos motoristas, o executivo afirmou que a quantia será depositada ainda hoje para todos que têm direito e que o transporte coletivo não pode ser interrompido.
“Parar o transporte público é crime. Se for greve, tem todo um ritual para ser seguido. Com os decretos do Estado e Município em relação ao coronavírus, parar o transporte de quem trabalha com serviços essenciais, como saúde, vai gerar um colapso na cidade”.








