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MP-GO denuncia Isabella Freire e pede que namorado seja investigado por cumplicidade

Promotores trouxeram mais detalhes do caso e pediram ao Instituto de Criminalística que providenciem com urgência o resultado dos laudos

Denilson Boaventura Denilson Boaventura -
Isabella Freira, em foto retirada após prisão. (Foto: Portal 6)

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) informou nesta terça-feira (1º) que denunciou Isabella Freire, de 24 anos, por homicídio com as qualificadoras de motivo torpe, com emprego de asfixia e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Denis Augusto Bimbati Marques e Luís Guilherme Martinhão Gimenes, promotores responsáveis pelo caso, detalharam que a morte do bebê ocorreu no dia 08 de maio deste ano na casa onde ela morava, no Bairro Maracanã, em Anápolis.

Segundo o MP-GO, foi apurado no inquérito policial que a jovem colocou o filho dentro de uma caixa de papelão e, utilizando-se de uma manta, do tipo cobertor, preencheu os espaços do recipiente e o escondeu em um cômodo nos fundos da casa. Passados quatro dias, por volta das 08h59 de 12 de maio, Isabella destruiu e ocultou o cadáver do filho, ao abandoná-lo em um lote baldio no Bairro Residencial Cerejeiras.

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A investigação também apontou que a jovem, ao descobrir a gravidez, fruto de um relacionamento com o namorado, decidiu esconder o fato dos familiares. Conforme a denúncia, ela ainda tentou provocar aborto por várias vezes, chegando a utilizar medicamentos com essa finalidade, de uso proibido no Brasil, tendo chegado a informar ao namorado que havia obtido êxito nas tentativas de abortar.

Durante toda a gravidez, conforme apurado pelo MP-GO, a Isabella seguiu utilizando as mesmas roupas, já que ganhou pouco peso. Antes de dar à luz, o que ocorreu no dia 3 de maio, ela contou para a mãe que iria se ausentar em razão de compromissos que havia assumido e, para o namorado, que teria de realizar tratamento médico, em razão de complicações de saúde provocadas pelo aborto.

A jovem permaneceu no hospital até o dia 8 de maio. Após receber alta médica, voltou para casa levando o filho recém-nascido, mas o abandonou no cômodo dos fundos do imóvel e o privou de alimentação. Como detalhado na denúncia, depois de matar a criança por asfixia, levou o corpo do filho, dentro da caixa de papelão até o terreno e, utilizando-se de álcool, ateou fogo. Ela foi filmada por câmeras de segurança e, logo que o cadáver da criança foi encontrado, a Polícia Civil (PC) solucionou o caso.

Para os promotores de Justiça, Isabella agiu por motivo torpe, pois matou o próprio filho por não querer que a maternidade atrapalhasse os seus planos pessoais, bem como para não decepcionar a família. Também utilizou-se de meio cruel, pois abandonou o recém-nascido em um cômodo, dentro de uma caixa de papelão tampada, com uma manta de casal por cima dela, ocupando o espaço que restava no recipiente, o que acabou provocando a morte por asfixia.

Os promotores pediram ainda que o Poder Judiciário envie ofício ao Instituto de Criminalística para que providencie, em caráter de urgência, a remessa dos respectivos laudos de exames periciais e laudos de exames complementares do exame cadavérico.

Solicitaram também que o namorado da jovem, o engenheiro mecânico Matheus Oliveira, de 22 anos, seja investigado pela PC na condição de cúmplice do delito de tentativa de aborto ou aborto provocado por terceiro.  Isabella segue recolhida na Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia.

Tudo sobre o que já se sabe sobre o caso Isabella Freire

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